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Resumo Diário

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Em outro dia de volatilidade para o mercado acionário brasileiro, o Ibovespa ganhou forças durante a tarde e fechou a sessão desta quarta-feira no positivo. Isso depois de registrar queda durante o final da manhã e o início da tarde, após a abertura das bolsas norte-americanas. Com isso, o benchmark da bolsa fechou em alta de 0,20%, aos 57.678 pontos, perdendo um pouco de forças no final da sessão. O giro financeiro foi de R$ 6,67 bilhões.

Esta virada ocorreu em meio aos comentários otimistas sobre o abismo fiscal feitos pelo presidente norte-americano, Barack Obama, que foram bem recebidos pelos mercados acionários no pregão, levando o índice a registrar ganhos de cerca de 0,5%. As declarações foram dados pelo presidente durante evento com importantes líderes empresariais dos EUA.

Acordo fiscal deve sair essa semana, diz Obama
O chefe da Casa Branca garantiu que um acordo sobre o abismo fiscal poderá ser alcançado em uma semana, caso os republicanos aceitem a proposta de impostos mais elevados para pessoas mais ricas.

“Nós não estamos insistindo em impostos por vingança, mas porque precisamos levantar certa quantia de receita”, afirmou Obama à Business Roundtable, uma associação que representa executivos de grandes empresas dos EUA.

Pouco antes do discurso do presidente norte-americano, no entanto, os republicanos disseram que os conversas estavam num impasse e que exigiram uma reunião com Obama para avançar com as negociações.

Mais cedo, entretanto, o mercado estava mais pessimista devido ao comunicado do novo líder chinês, Xi Jinping, afirmando que o país continuará a ajustar as políticas econômicas em 2013 para garantir crescimento estáveis.

Altas e baixas
Dentre os destaques da sessão, destacam-se negativamente o desempenho dos papéis do JBS, com queda de 6,74%, aos R$ 5,26, seguido pelos papéis PN classe A da Usiminas. Já as ações da Eletrobras tiveram fortes perdas no índice, no dia em que as empresas que concordaram com a proposta do governo assinaram os novos contratos, em Brasília.

Os ativos do Marfrig viram suas ações caírem 2,76%, após chegarem a cair 10,50%, sendo cotadas a R$ 8,80, após a precificação da oferta de ações vir abaixo do valor de mercado. Chama a atenção também a movimentação das ações da MMX Mineração, que recuaram 4,58%, para R$ 3,75. Essa queda foi contraposta com o movimento dos papéis da OGX Petróleo, que subiram 3,03%, e atingem os R$ 4,42.

Na ponta oposta, estiveram os papéis da Fibria, com ganhos de 4,89%, em meio aos rumores de que a Suzano irá aumentar os preços do papel e celulose. Como uma acompanha o movimento da outra, a Fibria também acabou registrando ganhos.

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Indicadores econômicos não animam
Quem não animou muito foram os indicadores econômicos externos, que ainda sinalizam uma economia enfraquecida: o índice que mede o setor de serviços da zona do euro subiu em novembro, mas ainda aponta contração, pelo décimo mês consecutivo. Enquanto isso, na China o PMI de serviços desacelerou por conta do fraco avanço em novas encomendas, levando-o a cair para 52,1 em novembro, ante 53,5 em outubro.

Na mesma linha, os Estados Unidos mostraram a criação de 118 mil empregos no setor privado em novembro, segundo o último relatório da ADP, mas ainda ligeiramente abaixo das expectativas do mercado, de 125 mil novas vagas. O documento é divulgado dois dias antes do governo anunciar o Relatório de Emprego, que engloba o setor público e privado.

A exceção ficou com o indicador de produtividade do trabalhor norte-americano no terceiro trimestre – excluindo o setor agrícola -, que mostrou avanço de 2,9%, um pouco acima do esperado pelos analistas.

Na agenda doméstica, destaque para o fluxo cambial, com a entrada de dólares no País superando a saída em US$ 4,8 bilhões em novembro. Já o IC-Br calculado mensalmente pelo Banco Central, apresentou alta de 0,68% no último mês.

Dólar
O dólar comercial fechou em nova baixa, com queda de 0,90% terminando a R$ 2,0970 na venda.

Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em leve queda na sessão. O contrato de juros de maior liquidez nesta segunda-feira, com vencimento em janeiro de 2014, por sua vez, ficou estável aos 7,09%.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,36%, a 126,79% do valor de face. Já o indicador de risco-País fechou em alta de cinco pontos-base, aos 157 ante 152 pontos do dia anterior, com alta de 3,29%.