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Resumo Diário

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Ganhando forças após o desfecho da reunião do Federal Reserve, o Ibovespa engatou alta no meio da sessão, mas logo perdeu forças e registrou perdas até no final do pregão. Com isto, o Ibovespa fechou em baixa de 0,25%, aos 59.474 pontos, interrompendo uma sequência de três altas.

O giro financeiro foi forte, de R$ 15,53 bilhões, inflado pelo vencimento de opções sobre o Ibovespa Futuro, além da estreia do fundo imobiliário do Banco do Brasil, que movimentou R$ 366,3 milhões.

Às 15h30, o Fomc, semelhante ao Copom brasileiro, revelou que a autoridade monetária dará continuidade às compras de US$ 40 bilhões por mês em papéis lastreados em hipotecas. Adicionalmente, o Fomc anunciou um programa de US$ 45 bilhões mensais destinados à compra de títulos de longo prazo do Tesouro, em uma tentativa de reduzir a taxa de desemprego no país. O programa entra em efeito em janeiro.

No fim deste ano expirará a Operação Twist, onde o banco central troca US$ 45 bilhões em títulos de curto prazo por outros de longo prazo. A autoridade monetária também revelou que as taxas de juros continuarão baixas enquanto a taxa de desemprego permanecer acima de 6,5%, desde que a inflação projetada para um a dois anos não ultrapasse os 2,5% e as expectativas inflacionárias permanecerem ancoradas. Antes, os juros baixos continuariam até meados de 2015.

Altas e baixas
Os destaques do índice ficam por conta da B2W Varejo e Marfrig. Do lado oposto, estiveram os papéis preferenciais da Usiminas com baixa de 3,95%, aos R$ 12,15 para os papéis PNA. Um pouco mais distante aparecem as ações ordinárias da siderúrgica, com queda de 2,88%, sendo cotadas a R$ 13,13. As ações da LLX também registraram expressiva baixa.

Bernanke discursa
Ainda no cenário norte-americano, destaque para o discurso do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, afirmando que alcançar taxas de desemprego menores e a atual taxas de juros não levarão, necessariamente, a maiores taxas de juros no futuro. Bernanke afirmou ainda que os novos programas anunciados pelo Fomc não levarão a mudanças nas perspectivas para o cenário mais a frente, em 2015.

Segundo o presidente do Fed, as novas medidas do Fed ajudarão a melhorar a combinação com o público, fazendo com que potenciais mudanças na economia possam levar a alterações em como o mercado precifica as possíveis atuações da autoridade monetária, sem que haja uma confirmação da própria para tanto. Com relação à economia dos EUA, Bernanke afirmou que o “fiscal cliff” segue como um dos maiores riscos e afirmou que “agirá pesado” caso nenhum acordo seja firmado até o final do ano.

União bancária
Na zona do euro, os ministros de Finanças da União europeia reúnem-se nesta quarta, em Bruxelas, para tentar chegar a um compromisso sobre o mecanismo único de supervisão bancária.

Na Itália, o primeiro-ministro fará um pronunciamento, o qual pode dar alguma pista sobre o futuro político do país. Cabe lembrar que, no fim de semana, o premiê anunciou sua saída do cargo logo que o Parlamento aprovar o orçamento para 2013.

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Agenda de indicadores
Do lado econômico, as encomendas de máquinas no Japão cresceram em outubro pela primeira vez em três meses. O indicador subiu 2,6% na comparação mensal, mas ficou abaixo do previsto pelos analistas de alta de 3%.

Na zona do euro, a produção industrial recuou 1,4% em outubro, depois de uma queda de 2,3% em setembro. A agenda ainda reserva números sobre o fluxo cambial no Brasil.

Nos EUA, os preços de bens importados e exportados apresentaram queda em novembro. O primeiro recuou 0,7%, enquanto o segundo caiu 0,2%. No final da tarde, o Departamento do Tesouro norte-americano publicará dados sobre o orçamento mensal do país.

Dólar
O dólar comercial fechou em baixa de 0,11% e terminando a R$ 2,0754 na venda.

Renda Fixa
O contrato de juros de maior liquidez nesta quarta-feira, com vencimento em janeiro de 2013, fechou aos 7,04%, com queda de 0,03 ponto percentual em relação à sessão anterior.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,04%, a 126,66% do valor de face. Já o indicador de risco-País fechou com queda de três pontos-base, aos 148 pontos ante 151 pontos da sessão anterior, registrando baixa de 1,99%.