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Resumo Diário

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Após melhor pregão em um mês, o Ibovespa voltou para o campo negativo nesta segunda-feira, quando caiu 0,30% aos 58.209 pontos. O índice permaneceu durante toda a sessão no vermelho, na volta do feriado do Dia de Finados, mas conseguiu amenizar parte das perdas, já que atingiu na mínima do dia queda de 1,43% aos 57.550 pontos. O giro financeiro foi de R$ 5,399 bilhões. 

O benchmark brasileiro acompanhou as quedas das bolsas europeias, tanto de sexta quanto nessa segunda – fazendo com que o índice corrija a forte alta no pregão de quinta-feira. 

O destaque porém ficou por conta das ações das elétricas, que ajudaram a derrubar a bolsa nesta segunda – após o governo definir as indenizações às empresas do setor. Os papéis preferenciais da Eletrobras recuam 8,21% aos R$ 15,42 e os ordinários caíram 4,66% aos R$ 31,56, enquanto a Cesp viu suas ações despencarem 5,76%, para R$ 15,42.

Eleição nos EUA
Nos EUA, a população decide na quarta-feira se dá mais quatro anos de mandato ao atual presidente Barack Obama ou se muda de rumo com o republicado Mitt Romney. Conforme pesquisas da CNN, Washington Post e Wall Street Journal, os candidatos estão empatados com cerca de 49% das intenções de voto.

Contudo, chama a atenção o fato de que uma nova tempestade começa a se aproximar de Nova York – e acredita-se que esse evento possa novamente parar a bolsa norte-americana, reduzindo a liquidez por aqui e enfraquecendo a economia dos Estados Unidos neste final de ano.

Pacote grego
As dúvidas sobre a capacidade de o governo grego aprovar as novas medidas de austeridade fiscal também contribuem para o mau humor entre os investidores. No domingo, o primeiro-ministro da Grécia, Antonis Samaras, alertou que o país poderá ser forçado a sair do euro se o Parlamento não aprovar a nova rodada de medidas necessárias para conseguir resgate financeiro. O Parlamento deve votar na quarta-feira um projeto de € 18 bilhões em cortes de gastos e outras reformas. 

G-20 no México
Além disso, os ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais dos países do G-20 iniciaram no último domingo uma reunião de dois dias, na Cidade do México, para avaliar a situação econômica mundial, com foco na crise europeia, mas ainda sem definições sobre um eventual pedido de resgate da Espanha aos sócios da União Europeia.

Desta forma, grandes figuras, como o secretário do Tesouro norte-americano, Timothy Geithner e o presidente do BCE (Banco Central Europeu), Mario Draghi, optaram por não comparecer ao encontro. 

Dados econômicos internacionais…
Na agenda de indicadores, o PMI (Índice de Gerentes de Compra) do setor de serviços da China subiu para 55,5 em outubro, ante 53,7 em setembro, conforme dados oficiais. Já o índice medido pelo HSBC desacelerou no período, indo de 54,3 para 53,5. Nos EUA, o setor de serviços desacelerou mais que o esperado em outubro. 

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No Velho Continente, o sentimento do investidor da zona do euro subiu em novembro pelo terceiro mês consecutivo. O índice foi de -22,2 para -18,8 pontos na passagem mensal.

…e domésticos
Por aqui, o Boletim Focus mostrou a segunda redução consecutiva da projeção para a taxa básica de juros em 2013, desta vez, para 7,63% ao ano. Já o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) fechou o mês de outubro com alta de 0,80%, ante variação de 0,55% em setembro. 

O ICS (Índice de Confiança de Serviços) apresentou alta de 0,5%, na passagem entre setembro e outubro de 2012, com ajuste sazonal, a pontuação passou de 120,9 para 121,5 pontos. Mais tarde ainda saem números da balança comercial.

Bolsas Internacionais
Na contramão do mercado doméstico, as bolsas norte-americanas ganharam força no final da sessão e fecharam no positivo. O índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia norte-americanas, fechou em alta de 0,59% e atingiu 2.999 pontos. Seguindo esta tendência, o índice S&P 500 valorizou-se 0,22% a 1.417 pontos, da mesma forma, o índice Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, subiu 0,15% a 13.112 pontos.

Já na Europa o mercado seguiu em queda. O índice FTSE 100 da bolsa de Londres registrou queda de 0,5% e atingiu 5.839 pontos; no mesmo sentido, o índice CAC 40 da bolsa de Paris desvalorizou-se 1,26% chegando a 3.448 pontos e o DAX 30, da bolsa de Frankfurt, caiu 0,51% a 7.326 pontos.

Dólar
O dólar comercial fechou em alta de 0,17% terminando a R$ 2,035 na venda.

Renda fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em baixa. O contrato de juros de maior liquidez nesta segunda-feira com vencimento em janeiro de 2017, registrou uma taxa de 8,52%, 0,01 ponto percentual abaixo do fechamento de quinta-feira.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou com alta de 0,05%, a 127,92% do valor de face. Já o indicador de risco-País fechou em queda de 2,67%, aos 146 pontos ante 150 pontos do fechamento anterior, com queda de dois pontos-base.

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Agenda da próxima sessão
Com exceção da eleição presidencial nos Estados Unidos, que deve mexer com o humor do mercado na próxima sessão, a agenda norte-americana perde um pouco de força e o olhar deve se voltar para os indicadores nacionais, com destaque para os dados de sondagem industrial e vendas e produção de veículos referentes ao mês de outubro. 

A temporada de balanços corporativos também ganhará força, quando estão programados para ser divulgados os números do terceiro trimestre da: Anhanguera, BMFBovespa, BR Properties, BTG Pactual, Copasa, Ecorodovias, Eletropaulo, Eucatex, Telefônica Brasil e Log-In.

Já na Europa, a principal referência fica com o leilão de títulos públicos da Grécia, além do PMI (Índice Gerente de Compras, na sigla em inglês) de serviços da zona do euro e encomendas industriais da Alemanha.