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Resumo Diário

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Em mais uma sessão negativa, o Ibovespa terminou esta quinta-feira, com queda de 1,70% aos 57.524 pontos, na esteira das bolsas norte-americanas, que derrubaram o mercado logo após sua abertura – os principais índices acionários dos EUA estão iniciando as negociações às 12h30 (horário de Brasília) desde segunda-feira. O giro financeiro foi de R$ 6,684 bilhões.

O descasamento de horários entre a Bovespa e as bolsas norte-americanas tem provocado barulho nas mesas de operações. Os profissionais que negociam nas mesas falam sobre a falta de direção do Ibovespa e da redução de liquidez do mercado nacional nas primeiras horas. Com isso, o horário de negociações pode ter alteração na BM&FBovespa.

O holofote do mercado voltou para a Grécia, embora o reaquecimento da discussão sobre o “fiscal cliff”, ou penhasco fiscal, ainda gera incertezas entre os investidores sobre a economia dos Estados Unidos, sendo a atual pauta, após a reeleição de Barack Obama.  

Petrobras e Vale puxam queda
A Petrobras, cujas ações movimentam sozinhas um terço do volume negociado em toda a bolsa, ajudou a puxar o Ibovespa para o campo negativo nessa sessão, quando as ações preferenciais recuaram 2,69% aos R$ 20,61, enquanto as ordinárias caíram 2,88% aos R$ 21,26.

Outro peso pesado da bolsa também registrou forte desvalorização, com as ações ordinárias da Vale caindo 2,25% aos R$ 36,98, enquanto as preferenciais recuaram 2,04% aos R$ 36,06. Já entre as quedas do índice, figuraram as ações da Eletropaulo, Banco do Brasil e Cemig, com desvalorização de 5,0%, 4,45% e 4,37%, respectivamente. 

Europa no radar
A bolsa, contudo, reflete uma afirmação de uma autoridade do BCE (Banco Central Europeu). Segundo ele, a decisão de desbloquear os fundos para Grécia pode não sair até final de novembro.

Com escassa maioria, os deputados dos partidos que formam a coligação governamental da Grécia aprovaram na última noite um plano de austeridade que estipula cortes adicionais na ordem dos € 18,1 bilhões até 2016.

Após a aprovação do plano de austeridade, o Parlamento grego vota no próximo domingo (11) o Orçamento para 2013. No dia seguinte, o Eurogrupo deverá dedicar-se a mais uma reunião ao dossie da Grécia. Os ministros das Finanças poderão então desbloquear uma parcela de € 31,2 bilhões do empréstimo grego, sem o qual o país ficará impossibilitado de pagar salários no fim do mês, e justamente o que vem sendo questinado pela autoridade do BCE nesta sessão.

Já na Inglaterra, o banco central optou pela manutenção da taxa básica de juros em 0,50% ao ano. O estoque do programa de compra de ativos também não foi alterado, permanecendo em £ 375 bilhões.

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Compasso de espera
Antes de decisões importantes no cenário internacional, os investidores optam pela cautela no mercado doméstico. Na China, os agentes estão de olho na abertura do 18º Congresso do Partido Comunista, em Pequim, no qual os delegados se reunirão durante vários dias para escolher um novo líder. Xi Jinping provavelmente substituirá Hu Jintao como presidente de Estado.

Ainda nessa quinta, Hu Jintao comunicou que irá realizar reformas para tornar seu câmbio e taxa de juros mais baseados no mercado, impulsionar os investimentos no exterior e injetar mais fundos estatais na indústria como parte dos planos para dobrar o PIB (Produto Interno Bruto) até 2020. 

Outras referências
Por aqui, o destaque continua com a temporada de balanços corporativos, com números do terceiro trimestre da: Kroton, Braskem, Banco do Brasil, Cosa, MRV, além das empresas de Eike Batista – CCX e OGX.

Na agenda econômica, atenção para a primeira prévia de novembro do IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) e para dados de produção agrícola e indústria do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Nos EUA, o déficit na balança comercial em setembro veio abaixo do esperado pelos analistas e também mostrou queda frente ao mês anterior. No período, as importações do país superaram as exportações em US$ 41,5 bilhões.

Já os pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos vieram abaixo do esperado pelos analistas na passagem semanal. Foram observadas 355 mil novas solicitações no país, contra expectativa de 370 mil.

Bolsas Internacionais
O Ibovespa caminhou na esteira dos mercados internacionais. Entre as bolsas norte-americanas, o índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia norte-americanas, fechou em queda de 1,42% e atingiu 2.895 pontos. Seguindo esta tendência, o índice S&P 500 desvalorizou-se 1,22% a 1.377 pontos, da mesma forma, o índice Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, caiu 0,94% a 12.811 pontos.

No mesmo sentido, o mercado europeu fechou em queda. O índice FTSE 100 da bolsa de Londres caiu 0,27% e atingiu 5.776 pontos, enquanto o índice CAC 40 da bolsa de Paris desvalorizou-se 0,06% chegando a 3.407 pontos e o DAX 30, da bolsa de Frankfurt, caiu 0,39% a 7.204 pontos.

Dólar
O dólar comercial fechou em alta de 0,23% terminando a R$ 2,039 na venda.

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Renda fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em alta. O contrato de juros de maior liquidez nesta quinta-feira com vencimento em janeiro de 2014, registrou uma taxa de 7,34%, 0,01 ponto percentual acima do fechamento de quarta-feira.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou com alta de 0,79% a 128% do valor de face. Já o indicador de risco-País fechou em alta de 4,86%, aos 151 pontos ante 144 pontos do fechamento anterior, com alta de sete pontos-base.

Agenda da próxima sessão
Entre as principais referências da próxima sessão, os investidores devem monitorar a divulgação dos dados sobre confiança do consumidor e estoques do atacado nos Estados Unidos, além dos indicadores da China de produção industrial e vendas no varejo. 

Por aqui, o destaque fica com a temporada de balanços corporativos, quando serão reportados os números do terceiro trimestre da: Rodobens, MPX, EzTec, Alpargatas, Light, Paraná Banco, Cesp e Wilson Sons.