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Em sessão marcada por forte volatilidade, o Ibovespa fechou a sessõa em queda de 0,51% aos 57.064 pontos, seguindo pela quarta sessão no negativo. Assim, o índice zera os ganhos do mês, após um forte rali no início de novembro.
O índice, que abriu em alta, chegou a atingir na mínima do dia 56.987 pontos, um recuo de 0,65%. O giro financeiro foi de R$ 3,93 bilhões, bastante enfraquecido por conta do feriado do Dia dos Veteranos nos EUA, que contou com a abertura normal das bolsas por lá – embora muitas firmas tenham deixado de operar nessa sessão.
O contexto macroeconômico continuou dominado pelas incertezas no âmbito fiscal das economias desenvolvidas neste ciclo econômico de desalavancagem, que ainda terá um longo curso pela frente. Após uma década de política fiscal frouxa, a conta começa a chegar em alguns países, mostrando dificuldades em se alcançar os acertos necessários.
Nesse quadro, os Estados Unidos continuam no radar devido ao curto prazo para resolver seus impasses fiscais antes da virada do ano, enquanto a Grécia precisa encontrar soluções estruturais para reverter a sua dinâmica da dívida/PIB (Produto Interno Bruto).
Aval grego
Com o orçamento de 2013 aprovado e à espera do desbloqueio de mais de € 30 bilhões em ajuda prometida pelos parceiros europeus, a Grécia recebeu nesta segunda um sinal otimista por parte do chefe do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, que afirmou que o aguardado relatório de Troika – grupo formado por Comissão Europeia, BCE (Banco Central Europeu) e FMI (Fundo Monetário Internacional) – é positivo para Atenas e se disse impressionado com os esforços dos gregos para atender às exigências do bloco.
Fundamental para a liberação do dinheiro, o relatório da Troika foi preparado para ser discutido no encontro desta segunda do Eurogrupo em Bruxelas. O grupo, formado pelos ministros das Finanças da zona do euro, tem a tarefa de desbloquear a ajuda aos gregos, mas, antes mesmo da reunião, o próprio Juncker já descartava qualquer decisão imediata.
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Choque das elétricas
Novamente, as elétricas figuraram entre as piores posições da bolsa, com as ações da Cesp, Transmissão Paulista e Copel registrando desvalorização de 6,52%, 5,44% e 5,21%, respectivamente. A situação definitiva do setor só será conhecida no dia 3 de dezembro, quando as empresas decidirão se tomarão as concessões nas novas regras.
Quem também ajudou a puxar o desempenho negativo do índice foi a Petrobras. Os papéis ordinários caíram 1,73% aos R$ 21,07, enquanto os preferenciais recuaram 1,64%, sendo cotados a R$ 20,44.
Economia asiática
Na agenda asiática, o PIB (Produto Interno Bruto) japonês apresentou contração de 3,5% no terceiro trimestre em relação ao mesmo período de 2011. Trata-se da primeira queda em cinco trimestres. Frente ao trimestre anterior, a economia japonesa encolheu 0,9%, de acordo com o Escritório do Gabinete.
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Na China, as exportações subiram 11,6% em outubro na comparação com o ano passado. As importações, por sua vez, aumentaram 2,4% no mesmo período. Desta forma, o superávit comercial do país avançou para US$ 32 bilhões, o maior em quase quatro anos.
Pregão morno
Fora isso, o dia seguiu enfraquecido, já que não era esperado nenhuma divulgação de indicadores econômicos na Europa. Nos EUA, a agenda também estava vazia e o mercado de títulos não abriu, por conta do feriado de dia dos Veteranos, embora as as bolsas estejam operando normalmente.
No Brasil, os investidores repercutem o Boletim Focus, que voltou a elevar as projeções para a inflação. Do lado corporativo, a temporada de resultados do terceiro trimestre continua, com a publicação de números da Amil, BR Malls, Brasil Foods, CCR, Cyrela, HRT e Hypermarcas.
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Bolsas Internacionais
O mercado internacional fechou com sinais mistos nesta sessão. O índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia norte-americanas, fechou em queda de 0,02% e atingiu 2.904 pontos. Na contramão, o índice S&P 500 fechou praticamente estável, com ganhos de 0,01% a 1.380 pontos, enquanto o índice Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, fechou na estabilidade aos 12.815 pontos.
Na Europa, o índice FTSE 100 da bolsa de Londres registrou ligeira queda de 0,04% e atingiu 5.767 pontos; no mesmo sentido, o índice CAC 40 da bolsa de Paris valorizou-se 0,35% chegando a 3.411 pontos, enquanto o DAX 30, da bolsa de Frankfurt, subiu 0,07% a 7.168 pontos.
Dólar
O dólar comercial fechou em alta de 0,21% terminando a R$ 2,052 na venda.
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Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam praticamente estáveis. O contrato de juros de maior liquidez nesta segunda-feira, com vencimento em janeiro de 2014 registrou estabilidade, com taxa de 7,35%.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou com queda de 0,03%, a 127,34% do valor de face. Já o indicador de risco-País fechou em alta de 0,66%, aos 153 pontos ante 152 pontos do fechamento anterior, com alta de um ponto-base.
Agenda da próxima sessão
A agenda da próxima terça-feira será, novamente, pouco movimentada. Por aqui, será reportado o indicador de inadimplência do consumidor, enquanto no Reino Unido será divulgado os dados dos preços ao consumidor. Será reportado também o Treasury Budget, nos Estados Unidos.
A temporada de resultados do terceiro trimestre ganhará força, quando serão divulgados os números da Coelce, Copel, Gol, JBS, Lojas Americanas, Oi e Rossi.