Publicidade
SÃO PAULO – Após a manhã no negativo, o Ibovespa ganhou força durante a tarde e fechou esta terça-feira em alta de 0,74% aos 57.486 pontos – quebrando uma sequência de quatro quedas. O giro financeiro foi de R$ 6,09 bilhões.
A recuperação do índice foi amparada pela abertura das bolsas norte-americanas – apesar de terem perdido força por volta das 17h (horário de Brasília) e fecharam em campo negativo -, já que os mercados continuam em dinâmica de aversão ao risco, dominado pelas incertezas sobre o quadro fiscal dos Estados Unidos e a crise da zona do euro.
No encontro da véspera, os líderes do bloco econômico decidiram em ceder à Grécia mais dois anos para os cortes de gastos exigidos, mas não haverá liberação de capital ao país nesta semana, que tem € 5 bilhões vencendo na próxima sexta-feira. O chefe do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker afirmou que a liberação do empréstimo deve acontecer apenas 20 de novembro, enquanto funcionários disseram que mais negociações poderão ser necessárias na semana seguinte para concluir um novo acordo.
Transmissão Paulista ganha posto de maior alta
Após dias negativos para as elétricas, a Transmissão Paulista conquistou o posto de maior alta do Ibovespa, depois de a companhia pedir aos acionistas que rejeitem a renovação antecipada da concessão que venceu em 2015. Por conta dessa decisão, três grandes bancos internacionais elevaram a recomendação dada às ações da companhia de transmissão: Barclays, Credit Suisse e Bank of America Merrill Lynch.
Ainda entre as maiores valorizações, os papéis Gafisa e Fibria subiram 6,32% e 5,80%, respectivamente. Os papéis da imobiliária avançaram depois do resultado trimestral, que mostrou um lucro líquido de R$ 4,841 milhões, contra prejuízo de R$ 51,247 milhões em igual periodo do ano passado.
Temporada de resultados
No ambiente nacional, os resultados corporativos continuam dominando o noticiário doméstico, com os números da Copel, Gol, JBS, Lojas Americanas, B2W, Brookfield, Oi e Rossi Residencial – sendo publicados após o fechamento do pregão. Antes da abertura desta sessão, Cyrela, Brasil Foods, Gafisa e Suzano Papel também soltaram seus balanços.
Continua depois da publicidade
Na agenda doméstica, único indicador relevante, o comércio varejista registrou crescimento de 0,3% no volume de vendas e 1% na receita nominal no mês de setembro, em relação ao mês anterior.
Agenda internacional
Nesta terça-feira, o destaque europeu ficou com uma reunião dos ministros de Finanças da União Europeia (Ecofin). “Como a questão grega foi discutida ontem à noite e as discussões sobre a forma de alcançar a sustentabilidade da dívida foram adiadas, o encontro de hoje provavelmente atrairá a atenção do mercado”, diz o Danske Bank em relatório.
No exterior, a agenda de indicadores também é fraca. Na Europa, o sentimento econômico da Alemanha caiu para 5,4 pontos em novembro, ante 10 pontos registrados em outubro, informou o instituto Zew. Nos EUA, o Departamento de Tesouro forneceu os dados mensais do orçamento governamental (Treasury Budget) às 17h00, não impactando no andamento da bolsa. O orçamento do governo norte-americano registrou déficit de US$ 120,0 bilhões em outubro, ficando pior do que as projeções dos analistas compiladas pelo Briefing.com.
Continua depois da publicidade
Principais bolsas
O mercado norte-americano fechou no negativo nesta sessão. O índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia norte-americanas, fechou em queda de 0,7% e atingiu 2.883 pontos. No mesmo sentido, o índice S&P 500 fechou em baixa de 0,4% a 1.374 pontos, enquanto o índice Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, fechou com queda de 0,46% aos 12.756 pontos.
Na Europa, o índice FTSE 100 da bolsa de Londres registrou em alta de 0,33% e atingiu 5.786 pontos; no mesmo sentido, o índice CAC 40 da bolsa de Paris valorizou-se 0,56% chegando a 3.430 pontos, enquanto o DAX 30, da bolsa de Frankfurt, fechou estável a 7.169 pontos.
Dólar
O dólar comercial fechou em alta de 0,86% terminando a R$ 2,069 na venda.
Continua depois da publicidade
Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em alta pela quarta sessão seguida. O contrato de juros de maior liquidez nesta terça-feira, com vencimento em janeiro de 2014 registrou alta, com taxa de 7,37%.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou com alta de 0,05%, a 127,41% do valor de face. Já o indicador de risco-País fechou em alta de 3,92%, aos 159 pontos ante 153 pontos do fechamento anterior, com alta de seis pontos-base.
Agenda da próxima sessão
A agenda de indicadores da próxima quarta-feira ganha força, com destaque para os dados norte-americanos, quando serão reportados: a ata da última reunião do Fomc (Federal Open Market Committee), índices de preços ao produtor e vendas no varejo.
Continua depois da publicidade
Já na zona do euro, a única referência fica com o indicador de produção industrial, referente ao mês de setembro, enquanto por aqui será divulgado o IBC-Br – Índice de Atividade Econômica do Banco Central -, às 08h30 (horário de Brasília) e IGP-10.
Dando fim à temporada de resultados do terceiro trimestre, a próxima sessão contará com os números da Bradespar, Cemig, Taesa, PDG Realty, Eletrobras e Lupatech.