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Apesar do sinal verde dos líderes republicanos para evitar o abismo fiscal nos Estados Unidos, o Ibovespa permaneceu no campo negativo durante todo o pregão desta sexta-feira (16) e fechou em queda de 1,56% aos 55.402 pontos – pior patamar desde 26 de julho, quando fechou em 54.000 pontos -, indo na contramão das bolsas dos Estados Unidos. Em sete sessões, o índice registrou seis perdas, o que o empurrou para segunda semana consecutiva de perdas de 3,41%.
John Boehner, o líder republicano da Casa dos Representantes – a Casa baixa do Congresso nos Estados Unidos -, voltou a mostrar otimismo em evitar o abismo fiscal por lá, o dia em o governo automaticamente cortará gastos e elevará impostos em janeiro, algo que tem preocupado o mercado nas últimas semanas e resultado em ostensivas quedas. O mercado norte-americano conseguiu se recuperar brevemente, mas não passou o ânimo para o Ibovespa.
A expectativa é que o abismo seja evitado até o Natal, na avaliação de Nanci Pelosi, líder democrata na Casa dos Representantes. Harry Reid, líder da maioria democrata no Senado norte-americano, também mostrou otimismo: “Entendemos o problemas e eu me sinto muito bem de saber que a gente consegue falar disso aqui [no Congresso]” , afirma.
Eletrobras puxa queda
Como já era previsto por conta do desempenho de seus ADRs (American Depositary Receipts) na bolsa norte-americana na véspera, as ações da Eletrobras lideram as perdas do Ibovespa nesta volta do feriado. A divulgação dos resultados do terceiro trimestre e o desenrolar das discussões envolvendo as concessões tarifárias da companhia levaram a queda de 11,52% das ações preferenciais, sendo cotadas a R$ 11,60, enquanto as ordinárias fecharam em significativa distância, ao cair 2,43% aos R$ 9,25.
Do outro lado, as ações da B2W figuraram entre as maiores perdas do Ibovespa, quando caíram 9,06% aos R$ 11,80. A gradativa melhora apresentada pela companhia vem ganhando mais atenção por parte dos analistas de mercado. Com o cenário favorável para a empresa, o Bank of America Merrill Lynch elevou nesse pregão a recomendação dos papéis de underperform (desempenho abaixo da média) para manutenção.
Zona do euro: recuperação em “W” confirmada
No mais, a atenção dos investidores deve se voltar para o desenrolar da crise europeia, que começa a ganhar um maior grau de dramaticidade após os dados econômicos divulgados na véspera. Por lá, o PIB (Produto Interno Bruto) do 3º trimestre da zona do euro confirmou que a região entrou em sua 2ª recessão desde 2009 ao recuar 0,1% na comparação com os três meses anteriores – no 2º trimestre, a atividade havia mostrado queda de 0,2% na passagem trimestral. Na comparação com o 3º trimestre de 2011, a atividade econômica do bloco de 17 países retraiu 0,6%.
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Alemanha e França – os dois maiores países do bloco – viram suas economias mostrarem modesta expansão de 0,2% entre julho e setembro, não conseguindo ofuscar a queda das outras principais economias da zona, como Itália, Espanha e Holanda, que viram o PIB recuar 0,2%, 0,3% e 1,1%, respectivamente. O resultado negativo foi apresentado na manhã de quinta-feira, um dia depois de ser reportado que a produção industrial na Europa teve a maior queda em 4 anos. Os principais índices de ações europeus amenizaram as perdas nesta manhã, após chegarem a cair mais de 1% no começo do dia.
Dólar
O dólar comercial fechou em alta de 0,76% terminando a R$ 2,082 na venda – máxima desde 22 de maio de 2009.
Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em queda. O contrato de juros de maior liquidez nesta sexta-feira, com vencimento em janeiro de 2014 registrou queda, com taxa de 7,37%.
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No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou com baixa de 0,07%, a 127,09% do valor de face. Já o indicador de risco-País fechou em queda de 0,61%, aos 162 pontos ante 163 pontos do fechamento anterior, com baixa de um ponto-base.