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Pressionado pelo noticiário europeu, que trouxe de volta o clima de cautela nas bolsas externas, o Ibovespa fechou esta sexta-feira (26) em baixa de 1,64%, aos 68.226 pontos. O volume financeiro do pregão chegou aos R$ 4,42 bilhões, reduzido por conta do pregão mais curto em Wall Street. Na semana, o benchmark auferiu desvalorização de 3,77%.
Sem dados de peso na pauta interna, os investidores repercutiram as preocupações com relação à situação fiscal de Portugal e Espanha, além do aumento das tensões entre as Coreias.
Destaques da Bolsa
Em meio à agenda econômica escassa de indicadores nos EUA, os investidores também voltam a se preocupar com a chance de novas medidas de aperto monetário na China. Temendo que o gigante asiático diminua seu ritmo de crescimento, as cotações das commodities metálicas operaram no campo negativo nesta sessão, puxando para o mesmo sentido as ações das produtoras desses materiais.
Os papéis do setor de siderurgia também sentiram a repercussão negativa dos dados divulgados na última quinta-feira pelo Inda, mostrando que os estoques de aço registraram recorde mensal no ano em outubro, com 1,295 milhão de toneladas – equivalente a 4,1 meses de vendas da distribuição. No Ibovespa, as ações da MMX e Usiminas figuraram entre as maiores perdas do índice no dia.
Do outro lado do Índice Bovespa, apenas quatro companhias registraram variações positivas nesta sexta-feira.
Europa e Ásia voltam ao foco dos mercados
No Velho Continente, aumentaram os rumores de que o governo de Portugal pedirá ajuda ao FMI e ao Fundo Europeu de Estabilização Financeira, embora a notícia tenha sido negada pelo governo de Lisboa. Nesta sexta-feira, Portugal também aprovou o orçamento de 2011, com pesados cortes de gastos e elevação dos impostos no país.
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O governo espanhol foi outro a refutar a possibilidade de pedido de resgate, tendo o presidente José Luis Zapatero afirmado que já possui um plano rigoroso de redução do déficit fiscal.
Ainda na Europa, a Irlanda surpreendeu o mercado após a notícia de que, em troca de socorro financeiro, os cinco maiores bancos do país serão total ou parcialmente nacionalizados, com participações governamentais que vão de 51% a 100%. A projeção foi feita por analistas da agência de classificação de risco Fitch e por autoridades do país.
Na Ásia, a possibilidade de novos ataques entre as Coreias inspirou cautela. Nesta sexta, a Coreia do Sul disse ter ouvido novos disparos em ilhas do Mar Amarelo, o que indicaria um possível exercício militar das tropas norte-coreanas. Mais cedo, a Coreia do Norte reafirmou sua oposição às manobras militares conjuntas entre a Coreia do Sul e os Estados Unidos, marcadas para o próximo domingo, dizendo que os exercícios levariam a península “à beira da guerra”.
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Cabe mencionar que a sessão não contou com dados dos EUA, uma vez que esta sexta-feira marcou o início da temporada de final de ano do varejo norte-americano. O dia seguinte ao feriado de Ação de Graças, conhecido como Black Friday, representa uma temporada de grandes descontos nas lojas do país e serve também como termômetro do consumo e da atividade econômica dos EUA.
Agenda
Na ausência de outros indicadores relevantes, o dia contou apenas com a notícia de que o consumo nacional de energia elétrica em outubro aumentou 4,9% em relação ao mesmo período do ano anterior, passando de 33,83 mil GWh para 35,50 mil GWh, segundo dados da EPE.
Já a atividade da construção civil de outubro manteve-se em expansão pelo nono mês consecutivo, segundo informações da CNI. O índice do nível de atividade permaneceu em 53,8 pontos, idêntico ao índice de setembro. Para esse índice, há variação de zero a 100, sendo que valores acima de 50 pontos indicam crescimento ou expectativas positivas.
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Dólar
Com uma trajetória mais amena do que aquela vista durante a manhã – quando chegou registrar valorização de 1,22% -, o dólar comercial fechou esta sexta-feira (26) com alta de 0,35%, sendo cotado a R$ 1,728 na venda, em meio ao cenário internacional conturbado e os números da Black Friday. Com a alta, a moeda norte-americana fecha a semana com ganhos de 0,52%, caminhando para o seu segundo mês consecutivo de apreciação.
No front doméstico, o Banco Central voltou a atuar comprando dólares no mercado cambial à vista. A operação ocorreu entre as 15h25 e as 15h30 (horário de Brasília), com uma taxa de corte aceita em R$ 1,7272.
Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de DI futuro fecharam esta sexta-feira (26) em alta, com a expansão da atividade da construção civil e do consumo nacional de energia elétrica, além das declarações de autoridades sobre a inflação. O contrato de juros de maior liquidez nesta sexta-feira, com vencimento em janeiro de 2011, registrou uma taxa de 10,76%, 0,06 ponto percentual acima do fechamento de quinta-feira.
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No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,18%, 137,85% do valor de face. Por conta da Black Friday nos EUA, não haverá risco-País nesta sexta-feira.