Resumo Diário

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Em meio às notícias de que a Grécia estaria mais perto de um acordo com credores e acompanhando o cenário internacional, o Ibovespa registrou uma sessão de alta, após abrir com forte volatilidade. O índice fechou em alta de 2%, aos 57.574 pontos – com o melhor pregão desde 6 de novembro. Já no acumulado da semana, os ganhos foram de 3,91%, a melhor desde o período compreendido entre 10 e 14 de setembro. O giro financeiro foi de R$ 5,56 bilhões.

Vale ressaltar que o pregão foi mais curto nos EUA, por conta do “Black Friday”. Desta forma, as negociações no mercado acionário norte-americano aconteceram até 16h. Para diminuir a diferença, é possível que a bolsa passe a fechar meia hora depois em breve.

Ainda pela manhã, o FMI informou que relaxou sua meta de redução da dívida para a Grécia e há apenas uma diferença de € 10 bilhões a ser preenchida para que uma importante parcela de ajuda seja paga, disse nesta sexta-feira o ministro das Finanças grego, Yannis Stournaras.

Ações da Sabesp e Eletrobras sobem
No pregão, as ações da Eletrobras foram mais uma vez o destaque. Entretanto, ao contrário das outras sessões, em que registraram as maiores perdas, elas lideraram o benchmark. Os papéis PNB avançaram 5,48%, a R$ 7,70, enquanto os papéis ON subiram 7,63%, a R$ 6,63. Contudo, a maior alta ficou com a Sabesp, com ganhos de 9,32%, aos R$ 90,30. 

Agenda econômica sem grandes destaques
Do lado econômico, as agendas norte-americana e nacional não contam com indicadores relevantes. Desta forma, os investidores avaliam números sobre a maior economia europeia: a Alemanha. Por lá, o índice de clima de negócios superou as previsões, ao subir de 100 para 101,4 entre outubro e novembro. Economistas esperavam retração para para 99,5.

Mais cedo, o Destatis confirmou que o PIB alemão cresceu 0,2% no terceiro trimestre deste ano na comparação com o segundo. Em relação ao terceiro trimestre de 2011, a economia da Alemanha expandiu-se 0,9%.

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Orçamento europeu
Também no Velho Continente, o Conselho Europeu prossegue com as negociações sobre o orçamento do período entre 2013 e 2020. É provável que os debates se arrastem até o fim de semana.

Na véspera, os líderes europeus não chegaram a um acordo sobre um conjunto de propostas de revisão para o novo orçamento. A chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou após a reunião que não acredita que a questão seja resolvida esta semana. Em conjunto com o Reino Unido, a Alemanha pede por cortes maiores no orçamento.

Rating francês
Por fim, a agência de notação financeira Standard & Poor’s reafirmou o rating soberano de longo prazo da França em “AA+”, com perspectiva negativa. Isso, de acordo com a S&P, significa que há pelo menos uma chance em três de a nota ser reduzida em 2013.

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Por outro lado, apenas seis ações ficaram no campo negativo. Dentre as maiores quedas, estiveram os papéis da Natura e da Cetip, com baixas respectivas de 1,11% e 0,89%.

Dólar
Após sucessivas altas, o dólar comercial fechou em queda, com desvalorização de 0,79% terminando a R$ 2,0830 na venda. 
Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em rumos opostos na sessão. O contrato de juros de maior liquidez nesta sexta-feira, com vencimento em janeiro de 2014, registrou queda de 0,01 ponto percentual, com taxa de 7,33%.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou com alta de 0,01%, a 127,12% do valor de face. Já o indicador de risco-País fechou em alta de 0,65%, aos 154 pontos ante 153 pontos do fechamento anterior, com alta de um ponto-base.
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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.