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SÃO PAULO – Em um dia de forte volatilidade, em meio às discussões sobre as resoluções para o “fiscal cliff” nos EUA, o Ibovespa fechou esta quarta-feira em alta de 0,52%, aos 56.539 pontos, interrompendo uma sequência de duas baixas. O giro financeiro foi de R$ 6,46 bilhões.
O índice abriu em queda, acompanhando os mercados internacionais e chegando a cair 1% logo após a abertura das bolsas norte-americanas. Já por volta das 13h30 ele passou a ganhar forças e, desde então, registrou forte volatilidade. O benchmark da bolsa só conseguiu fortalecer sua posição no campo positivo após o discurso do presidente dos EUA, Barack Obama, que voltou a fazer um pronunciamento sobre o abismo fiscal nesta quarta-feira.
Em aproximadamente 10 minutos, Obama ressaltou a necessidade de um acordo em que os impostos para as famílias de classe média não subam, e ainda disse que acredita que o congresso deve chegar a uma solução antes do natal.
Acordo em 2013 e indicador abaixo do esperado
Mais cedo, o megainvestidor Warren Buffet disse em entrevista à agência de notícias norte-americana CNBC não ter certeza que haverá um acordo até o fim deste ano. Entretanto, não será o fim do mundo se um acordo for alcançado no início de 2013, completou.
Para piorar o sentimento desta quarta-feira, as vendas de novas casas em outubro decepcionaram nos EUA. Segundo dados divulgados às 13h00, foram vendidos 368 mil imóveis, contra a projeção de 388 mil do site norte-americano Briefing.com. Os dados de setembro foram revisados de 389 mil para 369 mil.
Já no Velho Continente, a França ficou nos centros das atenções. A agência de classificação Fitch alertou que pode rebaixar o rating do país em 2013, perdendo assim o “triplo A”, caso o país não consiga atingir suas metas de redução da dívida e se a sua economia tiver desempenho pior que o esperado.
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Altas e baixas
As ações da B2W foram mais uma vez o destaque de alta do Ibovespa, com ganhos de 11,79%, aos R$ 15,65, caminhando para fechar com folga como a melhor ação do índice na semana e no mês.
Os ativos de companhias do setor elétrico também registraram alta, em meio às notícias sobre uma revisão das indenizações pagas ao governo às empresas, com valorizações de 2,96% para as ações da Cemig, aos R$ 24,80 e de 2,94% para os papéis PNB da Cesp. Já as ações da Copel e os papéis PNB da Eletrobras tiveram altas respectivas de 2,78%, e 1,81%.
Entre as maiores quedas, estiveram os papéis da LLX Logística e MMX Mineração, as duas do grupo EBX, do empresário Eike Batista.
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Copom e Livro Bege: impacto só na quinta-feira
No final da sessão, os investidores repercutiram ainda o Livro Bege, com a avaliação da economia norte-americana por diversas unidades do Federal Reserve, apontando um crescimento moderado da economia norte-americana.
Já por aqui, o Copom anunciará a sua decisão de política monetária. Economistas esperam que a taxa básica de juro se mantenha em 7,25% ao ano. Como ambos eventos ocorrerão após a Bovespa ter encerrado suas negociações, o impacto deles só deverá ser percebido na próxima sessão.
Dólar
O dólar comercial fechou em alta de 0,49% terminando a R$ 2,0901 na venda.
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Renda Fixa
No dia da reunião do Copom, as taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em leve alta na sessão. O contrato de juros de maior liquidez nesta sexta-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou alta de 0,02 ponto percentual, aos 7,11% ante 7,09%.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou com alta de 0,09%, a 127,10% do valor de face. Já o indicador de risco-País fechou em queda de dois pontos-base, aos 152 ante 154 pontos do dia anterior, com baixa de 1,30%.