Resumo Diário

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Em meio a mais uma sessão marcada pelas discussões sobre o “fiscal cliff” nos EUA, o Ibovespa fechou mais uma vez em alta. Isso apesar do discurso do republicano e presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, John Boehner, que levou maior pressão aos mercados e minimizou os ganhos nesta quinta-feira.

Entretanto, após cerca de uma hora das falas, o índice retomou o forte avanço, fazendo com que o índice fechasse em alta de 2,32%, aos 57.852 pontos. Com isso, o benchmark da bolsa registrou o maior ganho desde 13 de setembro, quando registrou alta de 3,40%. O giro financeiro foi de R$ 8,27 bilhões.

Com indícios na véspera e nesta manhã que apontavam para avanços nas negociações para evitar o chamado “abismo fiscal” nos Estados Unidos, a esperança de um consenso ser colocado em breve entre democratas e republicanos foi por água abaixo. A denominação abismo fiscal define um conjunto automático de aumento de impostos e corte de gastos que entra em vigor em janeiro, caso não se chegue a um acordo em breve.

Após se encontrar com o secretário do Tesouro, Timothy Geithner, o presidente da Câmara dos Representantes, John Boehner, disse que estava “desapontado” com a falta de progresso nas conversações com a Casa Branca para evitar o abismo fiscal, lançando um tom nitidamente negativo sobre as perspectivas de um acordo.

Pouco tempo depois, o líder da maioria no Senado, o democrata Harry Reid, afirmou que Geithner não fez nenhuma oferta aos republicanos. Isso porque o presidente Barack Obama já teria feito a sua oferta e os democratas “estão todos na mesma página” na questão do “abismo fiscal”. Reid disse que não entende o pensamento de Boehner e que se não houver acordo será culpa dos líderes republicanos. “Não há outra oferta a ser feita”, assegurou.

Destaques da sessão
Entre as maiores altas das ações que compõem o índice, o destaque ficou com os papéis da LLX Logística, com alta de 27,59%, aos R$ 2,22, após anúncio de parceria com a General Eletric. Além dela, as ações das mineradoras e siderúrgicas se destacaram no campo positivo, com destaque para CSN, MMX Mineração, Usiminas e Vale.

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Por outro lado, algumas ações tiveram um movimento de realização após registrarem alta nos últimos pregões. Este foi o caso dos papéis da Eletrobras e B2W, que tiveram as maiores quedas do índice, assim como os papéis da Embraer.

Copom mantém Selic em 7,25%
Além disso, o Copom optou por manter a taxa básica de juro da economia, a taxa Selic, em 7,25% ao ano, sinalizando a possibilidade de novo corte caso a economia mundial continue se deteriorando. Com essa medida, o Copom encerra um ciclo de cortes iniciado na reunião de agosto de 2011. Deste então, a Selic já caiu 525 pontos-base, com nove cortes sucessivos.

PIB dos EUA é ajustado para cima
Ainda no mercado externo, atenção para a segunda prévia do PIB dos EUA – que atingiu alta de 2,7%, uma forte revisão frente os 2% da primeira prévia, mas praticamente em linha com o que se esperava.

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Já os pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos vieram ligeiramente abaixo do esperado pelos analistas na semana finalizada em 24 de novembro. Foram observadas 393 mil novas solicitações no país, contra expectativa de 395 mil.

Dólar
O dólar comercial fechou em alta de 0,33% terminando a R$ 2,0970 na venda.

Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em leve alta na sessão. O contrato de juros de maior liquidez nesta sexta-feira, com vencimento em abril de 2013, registrou alta de 0,02 ponto percentual, aos 7,12% ante 7,10%.

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No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou com baixa de 0,02%, a 127,08% do valor de face. Já o indicador de risco-País fechou em alta de um ponto-base, aos 153 ante 152 pontos do dia anterior, com alta de 0,66%.

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.