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Em um dia de forte volatilidade dos mercados, em que o Ibovespa registrou alta durante boa parte da manhã e queda significativa durante a tarde, o índice fechou em baixa de 0,65%, aos 57.474 pontos. As perdas foram ainda maiores no intraday, com queda máxima de 1,98%.
O benchmark na bolsa até ensaiou uma recuperação no final do dia, chegando a cair cerca de 0,16%, mas voltou a acentuar perdas nos últimos minutos do pregão. Com isso, o Ibovespa fechou em queda de 0,17% na semana. O giro financeiro foi de R$ 14,26 bilhões.
Este forte volume pode ser atribuído, além dos fatores internos, à confirmação de diversas ações no no MSCI Global Standard Indices – maior referência para composição de portfólio de ações do mundo. Vale ressaltar que os maiores volumes foram das ações ON e PN do Bradesco, com volumes respectivos de R$ 1,86 bilhão e R$ 869 milhões e os ativos ordinários da Ambev, com R$ 1,04 bilhão; só aí aparecem os papéis da Petrobras e Vale, que costumam ter a maior movimentação.
O ambiente doméstico foi o destaque nesta sessão, com duas notícias movimentando o mercado: a revisão das indenizações pagas às elétricas para renovar as concessões tiveram efeito positivo sobre as ações do setor. Entretanto, o anúncio de um PIB muito abaixo do esperado pode atrapalhar as negociações.
Segundo divulgado pelo IBGE, a economia brasileira avançou apenas a metade do projetado pelos analistas, isso é, 0,6% no terceiro trimestre deste ano, na comparação com o período de abril a junho. Já há quem diga que o PIB do ano terá que ser revisto para algo em torno de 1,2% a 1,3%.
Elétricas em forte alta
Repercutindo a revisão das indenizações pagas, as ações de companhias do setor elétrico dispararam. Em destaque, estiveram os papéis da Eletrobras, Transmissão Paulista e Light registraram ganhos na semana após fortes quedas.
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Já os destaques de queda ficaram com as ações da CSN, Metalúrgica Gerdau, MMX Mineração e Gerdau. Em destaque, estiveram ainda as ações ordinárias da Lojas Americanas tiveram forte volatilidade a um dia de estrear no MSCI.
EUA: impasse continua
Já nos EUA, as negociações no Congresso para evitar um abismo fiscal no início do próximo ano prosseguem sem grandes novidades. Em destaque, esteve a fala do presidente norte-americano, Barack Obama, em uma fábrica, alertando à imprensa internacional que a economia vai parar se um conjunto automático de aumento de impostos e corte de gastos entrar em vigor em janeiro, referindo-se ao “fiscal cliff”.
Logo após as falas de Obama, o líder do partido republicano na Câmara dos Deputados, John Boehner, afirmou nesta sexta-feira que o aumento das taxas, uma das propostas do presidente eleito durante a campanha, é uma “abordagem errada”. Ele criticou a defesa do presidente, dizendo que: “não é uma proposta séria” e ainda existe um impasse muito grande nas convesações sobre a dívida.
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Na agenda de indicadores por lá, o Chicago PMI mostrou uma atividade industrial na região levemente inferior ao projetado em novembro: 50,4, contra 50,7. Já o PCE, principal medida de inflação no país, avançou 0,1% em outubro, contra estimativas de 0,2%, conforme projeções compiladas pelo portal Briefing.com.
Dólar
O dólar comercial fechou com forte alta em meio aos R$ 2,1307 na venda, com ganhos de 1,61%.
Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em forte queda na sessão. O contrato de juros de maior liquidez nesta sexta-feira, com vencimento em julho de 2013, registrou queda de 0,05 ponto percentual, com taxa de 7,07% ante 7,12% da sessão anterior.
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No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou com alta de 0,33%, a 126,75% do valor de face. Já o indicador de risco-País fechou em queda de 2,6%, aos 150 pontos ante 154 pontos do fechamento anterior, com queda de quatro pontos-base.