Resumo Diário

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Em mais uma sessão de forte volatilidade, o Ibovespa registrou a sua terceira queda seguida no pregão desta quinta-feira, fechando baixa de 0,28%, aos 58.458 pontos. O índice oscilou entre perdas e ganhos seis vezes, num dia em que a principal referência foi a ata do Fomc. Depois da divulgação desta, o benchmark da bolsa – que registrava ganhos – passou a ter queda, mas logo recuperou-se das perdas. Entretanto, no final da sessão, as perdas se intensificaram, fazendo com que o índice fechasse no vermelho. O giro financeiro da sessão da foi de R$ 6,34 bilhões.

De acordo com a ata, que se refere a última reunião do Federal Reserve e quando foi lançado o terceiro programa de Quantitative Easing, além do cenário preocupante com a crise da dívida na Europa e as preocupações com o crescimento econômico da China, a economia norte-americana também segue inspirando cautela. Isso em meio ao mercado de trabalho ainda incipiente e ao tão comentado “abismo fiscal” de janeiro, que deve interferir também negativamente na economia do país.

Os integrantes do Fomc avaliam ainda que a economia dos EUA deve se acelerar entre 2013 e 2015, após um período de fraca recuperação, ancorada nas medidas de flexibilização monetária anunciadas na última reunião do comitê. Já o mercado de trabalho deve continuar fraco até 2014, aponta a ata.

Imobiliárias em baixa e Cielo em alta
Os principais destaques de queda de ações ficaram para duas imobiliárias. Os papéis da Gafisa lideraram as perdas do índice, seguida pelos papéis da Brookfield. Dentre as maiores altas, estiveram os papéis da Cielo e da Marfrig, que subiram 5,09% e 3,78%, respectivamente.

Reuniões no Velho Continente
Durante a manhã, o dia foi de reuniões na Europa. A autoridade monetária da Zona do Euro manteve a taxa básica de juro em 0,75% ao ano, enquanto Mario Draghi voltou a jogar a responsabilidade da compra de títulos aos países, ao reafirmar que o BCE está pronto para agir. Ele disse, ainda, que as condicionalidades que o programa de compra de títulos trazem são essenciais. Sobre Portugal, Draghi afirmou que o país ainda não pode se candidatar às compras de títulos do BCE, uma vez que não possui acesso total ao mercado de dívida.

Vale ressaltar que, no Reino Unido, o BoE manteve a taxa básica de juro em 0,5% ao ano, assim como o estoque do programa de compra de ativos, que permaneceu em £ 375 bilhões, conforme esperava a maior parte do mercado.

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Já a Espanha seguiu gerando maiores preocupação aos mercados, após o Banco Central do país avaliar que o orçamento do governo está “muito otimista”, ancorado em maiores perspectivas de crescimento econômico e receita tributária do que o da maioria dos analistas. O presidente da autoridade monetária, Luis María Linde, afirmou ainda que o governo deve considerar medidas adicionais para cumprir a meta de déficit do próximo ano de 4,5% do PIB.

Indicadores norte-americanos
Entre os indicadores econômicos norte-americanos, os pedidos de auxílio-desemprego vieram praticamente em linha na última semana. Aos 367 mil, eles vieram apenas um pouco acima dos 365 mil esperados, conforme compilação de projeções da Briefing.com. O número também mostrou leve alta sobre a semana anterior, quando dados revisados mostraram 363 mil pedidos. Já os pedidos à indústria norte-americana recuaram 5,2% em agosto, contra uma alta de 2,6% em julho. Entretanto, a projeção do mercado indicava para um valor ainda pior, com um recuo de 6,0%.

Moody’s pode revisar o Brasil neste ano
Por aqui, a Moody’s disse que irá discutir até o fim deste ano qualquer mudança no rating do Brasil. Atualmente, a agência de classificação de risco estima a nota brasileira em Baa2, com perspectiva positiva.

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Enquanto isso, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, prevê um aumento na carteira de investimento em infraestrutura, que atualmente equivale a US$ 250 bilhões, disse nesta quinta-feira.

Dólar
O dólar comercial fechou em queda de 0,20%, terminando a R$ 2,0190 na venda.

Renda Fixa
Seguindo as expectativas com relação à próxima reunião do Copom, as taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em queda. O contrato de juros de maior liquidez nesta quarta-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 7,19%, com queda de 0,01 ponto percentual em relação ao fechamento de terça-feira.

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No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,07%, a 128,20% do valor de face. Já o indicador de risco-País fechou em queda de 3,82%, aos 151 pontos ante 157 pontos do fechamento anterior, com queda de seis pontos-base.

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.