Resumo Diário

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Em um dia bastante volátil, o Ibovespa fechou esta terça-feira em queda de 0,64%, aos 58.939 pontos. O índice chegou a subir 0,64% no começo da sessão, mas logo inverteu para o negativo, chegando a cair 1,18% durante o intraday, mas arrefecendo as perdas durante o dia. O giro financeiro foi de R$ 6,48 bilhões.

Na sessão, o mercado repercutiu os dados do relatório do FMI, que cortou a projeção de crescimento global. Agora, a expectativa do órgão internacional é que a economia mundial avance 3,3%, contra a projeção de julho em 3,5%. Além disso, o número corre um elevado risco de ser revisado novamente, enquanto o órgão alerta para a situação fiscal nos EUA e na Europa, onde a Espanha não deverá alcançar as metas de déficit fiscal neste e no próximo ano. Para o Brasil, o avanço do PIB passou de 2,5% para 1,5%.

Em destaque na sessão, estiveram ainda a forte queda das ações dos bancos na sessão desta terça-feira, em resposta aos recentes anúncios do Itaú Unibanco e Banco do Brasil sobre a ampliação do corte de juros de cartões de crédito e redução nas taxas de serviços, respectivamente. Entre as maiores perdas, estiveram os papéis da Itaúsa e Bradesco.

Braskem lidera perdas e Brookfield registra ganhos
Dentre os destaques da sessão, estiveram as ações da Braskem, registrando baixa de 3,17%, aos R$ 13,75. Por sua vez, os papéis da Brookfield tiveram ganhos de 4,20%, aos R$ 3,72 – liderando a ponta positiva, enquanto as ações da MMX Mineração subiram 3,90%, aos R$ 4,79, refletindo os ganhos do minério de ferro no mercado internacional. Já a Gafisa viu sua ação avançar 2,56% aos R$ 4,00, por conta de dados prévios da companhia.

Europa e China
No Velho Continente, o desenrolar da crise econômica continua. A chanceler alemã Angela Merkel está em Atenas, na Grécia, em encontro com o primeiro-ministro grego Antonis Samaras, cujo governo tem encontrado dificuldade em chegar a um acordo sobre os cortes de gastos. A líder alemã enfrenta hostis protestos na capital grega.

Já o presidente do BCE, Mario Draghi, falou ao parlamento europeu que os governos não podem esperar que a autoridade monetária lide com a crise por si só. Pelo lado fiscal, ele defendeu as medidas de austeridade, já que considera serem a única saída possível, apesar do impacto negativo na economia que isso causa no curto prazo.

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Para o restante do dia, os ministros de Finanças da União Europeia se reúnem em Luxemburgo e devem continuar as discussões sobre a crise, especialmente em questões relativas a Espanha e Grécia.

Por sua vez, o banco central chinês voltou ao mercado e injetou 265 bilhões de yuans em empréstimos de curto prazo, ou cerca de US$ 42,1 bilhões. Essa é a segunda maior injeção de liquidez já feita pela instituição nesse tipo de linha de crédito.

Início da temporada de resultados nos EUA
Com uma agenda de indicadores leve nos EUA, o foco dos investidores se volta para o início da temporada de resultados do terceiro trimestre por lá, que se iniciou com os números da Alcoa, que superou as expectativas do mercado ao apontar lucro de R$ 0,03 por ação, ante expectativa de R$ 0,01.

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Dólar
O dólar comercial fechou em alta de 0,32%, terminando a R$ 2,0360 na venda.

Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em leve queda. O contrato de juros de maior liquidez nesta terça-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 7,10%, com baixa de 0,02 ponto percentual em relação ao fechamento de segunda-feira. 

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,01%, a 128,12% do valor de face. Já o indicador de risco-País fechou em alta de 2,08%, aos 147 pontos ante 144 pontos do fechamento anterior, com alta de três pontos-base.

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.