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Em mais um dia de forte volatilidade no mercado, o Ibovespa registrou a segunda sessão seguida de baixa, fechando com baixa de 0,82%, aos 58.456 pontos, em linha com as principais bolsas internacionais. A principal referência do mercado, o Livro Bege, não movimentou tanto os mercados quanto o esperado – levando a apenas uma leve recuperação momentos após o anúncio do Federal Reserve. Vale ressaltar que, no início do pregão, o índice chegou a registrar ganhos de até 0,64%. O giro financeiro foi de R$ 5,58 bilhões.
Nem mesmo os bons indicadores da economia norte-americana animaram os mercados. No relatório divulgado pelo Federal Reserve, que traz um panorama sobre a economia norte-americana, a autoridade monetária norte-americana revelou que a atividade vem crescendo moderadamente desde a última divulgação e que os motivos para a preocupação com a economia estão diminuindo. Somente dois distritos – Kansas City e Nova Iorque – tiveram uma estagnação ou crescimento mais fraco, ante três do relatório anterior.
Mais cedo o país divulgou uma alta de 0,5% nos estoques no setor atacadista, praticamente em linha com os 0,6% esperados, conforme projeções compiladas pelo portal norte-americano Briefing.com.
Por aqui, após a divulgação do Livro Bege, o mercado seguiu na espera pelo fim das reuniões do Copom, cujo comunicado virá a público após o fechamento do pregão. Os economistas não mostram consenso, mas a maior parte deles prevê que a taxa Selic não sofra nenhum corte adicional.
Altas e baixas
Puxando para baixo o índice, estiveram em destaque as ações da Usiminas, que lideraram as baixas com perdas de 7,22% para os papéis PNA e de 5,09% para os ON. Na outra ponta, os papéis de empresas do setor imobiliário estão em alta, com destaque para os da Gafisa, PDG Realty e MRV, com ganhos entre 3% e 1,5%.
Europa em crise
Durante a manhã, a atenção dos investidores esteve voltada para mais avisos do FMI. O órgão internacional pediu que os governos da zona do euro adotem, com um tom de urgência, medidas para estimular a intergação fiscal dos países. Se nada for feito, a instituição prevê uma forte fuga de capitais dos bancos da região, que poderia chegar a até US$ 4,5 trilhões, no pior dos cenários traçados.
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Dólar
O dólar comercial fechou em alta de 0,26%, terminando a R$ 2,0413 na venda.
Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em alta. O contrato de juros de maior liquidez nesta quarta-feira, com vencimento em janeiro de 2014, registrou uma taxa de 7,45%, com alta de 0,04 ponto percentual em relação ao fechamento de terça-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,01%, a 128,22% do valor de face. Já o indicador de risco-País fechou em alta de 3,40%, aos 152 pontos ante 147 pontos do fechamento anterior, com alta de cinco pontos-base.