Resumo Diário

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Após duas sessões de queda, o Ibovespa encerrou a semana em alta, refletindo tanto o cenário doméstico quanto o internacional. O índice registrou ganhos de 1,21% no pregão desta quinta-feira, aos 59.161 pontos, em um dia em que ficou no azul durante toda a sessão. Já no acumulado da semana, o benchmark da bolsa acumulou ganhos de 1,01%, interrompendo três períodos de queda. O giro financeiro foi de R$ 6,39 bilhões.

O mercado repercutiu o corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juro, agora em 7,25% ao ano, pelo Copom. Embora esse cenário já estivesse precificado, o anúncio surpreendeu alguns economistas, já que não haviam consenso sobre qual seria o desfecho da reunião. O Copom também mostrou divisão, já que três votaram pela manutenção e cinco pelo corte – sinalizando que o ciclo de queda já acabou.

Ainda no front doméstico, o secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Alessandro Teixeira, disse ao O Estado de S.Paulo que novas medidas de estímulo à indústria estão sendo estudadas, apesar de ainda não se saber se será via aumento do crédito ou desoneração. 

Boas notícias nos EUA
Os EUA também animaram os investidores, em meio aos dados sobre sua economia. Na última semana foram 339 mil pedidos iniciais de auxílio-desemprego por lá, contra a expectativa de 370 mil. Já a balança comercial, com um déficit de US$ 44,2 bilhões, esteve praticamente em linha com os US$ 43,8 bilhões negativos projetado, segundo compilação de expectativas do portal norte-americano Briefing.com.

Outra boa notícia se baseia nas boas perspectivas para o mercado de ações norte-americano. O Citigroup afirmou que espera que as bolsas de valores do país tenha um desempenho acima dos mercados globais em 2013, baseando-se nos movimentos agressivos do Federal Reserve e na melhora do setor imobiliário. A estimativa é de que o S&P atinja 1.615 pontos – uma alta de 12% em relação ao final do terceiro trimestre e ultrapassando o recorde de alto de outubro de 2007.

Imobiliárias em alta
Dentre os destaques de alta da sessão, estiveram as ações do setor imobiliário, que normalmente reagem positivamente a um corte na taxa básica de juro. A ação da Gafisa registrou alta de 8,50%, atingindo os R$ 4,29, enquanto o papel da Rossi Residencial subiu 2,27% para R$ 4,96. Já a Brookfield registrou valorização de 1,86%, aos R$ 3,83.

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Por sua vez, as ações da Gol, tiveram perdas de 4,48%, aos R$ 10,44, seguido pelos papéis da MMX Mineração, que registraram baixa de 3,21%, atingindo os R$ 4,53. Já os papéis ON da Usiminas teve perdas de 1,73%, aos R$ 10,81.

Espanha: resgate à vista
Além das novidades no Brasil e nos EUA, a Europa também possui papel importante, uma vez que a Espanha se aproxima ainda mais de realizar um pedido formal de ajuda.

Na véspera, a S&P cortou em dois níveis a nota soberana da Espanha, agora apenas um acima do grau de investimento. A perspectiva da nota é negativa, o que sinaliza para um possível corte em breve. Para o analista sênior do Danske Research, Morten Helt, isso deverá colocar mais pressão sobre o primeiro-ministro Mariano Rajoy.

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Dólar
O dólar comercial fechou em queda de 0,02%, terminando a R$ 2,0409 na venda.

Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em queda. O contrato de juros de maior liquidez nesta quinta-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 7,09%, com queda de 0,02 ponto percentual em relação ao fechamento de quarta-feira.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,02%, a 128,20% do valor de face. Já o indicador de risco-País fechou em alta de 1,32%, aos 154 pontos ante 152 pontos do fechamento anterior, com alta de dois pontos-base.

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.