Resumo Diário

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Em uma sessão de forte volatilidade, o Ibovespa que chegou a cair 0,63%, se recuperou e consolidou um movimento de alta durante a tarde, fechando no azul pelo segundo pregão consecutivo. O benchmark da bolsa brasileira encerrou com ganhos de 0,74%, aos 59.601 pontos, acompanhando também o cenário positivo para o mercado internacional.

Uma das principais razões para essa instabilidade do mercado foi o vencimento de opções sobre ações, fato que costuma elevar substancialmente o volume negociado na bolsa. O giro financeiro foi de R$ 10,0 bilhões, também bastante pressionado pelo evento no mercado brasileiro de derivativos. 

A China mostrou leve desaceleração da inflação em setembro na comparação com o mês de agosto, embora em relação ao ano anterior tenha avançado 1,9%. Já os dados de exportação do país superaram as projeções com um salto de 9,9% no mês, contra os 2,7% de agosto – vale notar que setembro deste ano teve um dia útil a mais que o do ano passado.

As importações, que haviam recuado em agosto na comparação anual, mostraram alta de 2,3% em setembro, sem surpresas para os analistas. “Entretanto, dada a recuperação dos preços de commodities ultimamente, nós estimamos que apenas metade da melhora de 5 pontos percentuais veio de recuperação de volume”, pondera em relatório Wei Yao, analista do Société Générale.

Destaques da sessão
Entre os destaques positivos do índice, estiveram as ações da Usiminas, com ganhos de 6,38% para os papéis ON, aos R$ 11,50 e de 5,44% para os ativos PNA, cotados aos R$ 10,08, seguidas pelos papéis da Marfrig . As ações da ALL e CPFL também registraram forte alta, com valorização de 4,84% e 4,48%, respectivamente.

Os papéis da elétrica ganhavam força por conta do anúncio, realizado na última quinta-feira, sobre a assinatura de um memorando em conjunto com a Equatorial Energia para adquirir o controle do Grupo Rede, que está sob intervenção.

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Fora do índice, destaque ainda para os papéis da HRT, que registraram ganhos de 19,28%, aos R$ 5,32, após confirmação de parceira com a Petrobras e TNK-Brasil para monetização de ativos de gás.

Já do lado negativo, as ações da Ultrapar e Cosan figuraram nas piores colocações do índice, com quedas de 7,17% e 4,51%, nessa ordem. Os ativos das distribuidoras de combustível caÍram diante da expectativa de que o governo reduza os preços da gasolina cobrados na bomba de combustível pela distribuidora BR, forçando as empresas privadas do setor a seguirem o mesmo caminho.

EUA têm indicadores positivos
Ainda no front externo, o mercado também repercutiu os indicadores dos Estados Unidos. As vendas no varejo registraram alta de 1,1% no mês passado, ficando bem acima das expectativas dos analistas. Um dos responsáveis por essa elevação foi o lançamento do iPhone 5 em setembro, que ajudou a impulsionar o aumento de 4,5% nas vendas em lojas de eletrônicos e aparelhos no período – sendo o maior avanço desde outubro de 2011.

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Em meio aos bons dados da economia norte-americana, vale ressaltar ainda a fala do presidente do Federal Reserve de Nova York, William Dudley. Ele afirmou que a autoridade monetária norte-americana não está ansiosa para desfazer a sua política de acomodação no primeiro sinal de notícias positivas sobre a economia do país.

Focus: mais uma revisão negativa
Já por aqui, o Banco Central revelou o Boletim Focus, relatório sobre as perspectivas macroeconômicas brasileiras. O relatório apontou mais uma revisão negativa nas projeções do mercado para o PIB do Brasil, agora em 1,54% neste ano. Vale lembrar que na noite de quinta-feira, quando os mercados já estavam fechados, o BC divulgou o IBC-Br de agosto, visto como uma prévia do PIB. Em linha com as expectativas, o indicador mostrou alta de 0,98%.

Dólar
O dólar comercial fechou em queda de 0,27%, terminando a R$ 2,0355 na venda.

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Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam quase estáveis. O contrato de juros de maior liquidez nesta segunda-feira, com vencimento em janeiro de 2014, registrou uma taxa de 7,46%, com alta de 0,01 ponto percentual em relação ao fechamento de quinta-feira. 

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,02%, a 128,24% do valor de face. Já o indicador de risco-País fechou em queda de 2,60%, aos 150 pontos ante 154 pontos do fechamento anterior, com baixa de quatro pontos-base.

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.