Resumo Diário

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Após chegar a subir 1,36% durante a manhã e virar para o campo negativo no final da tarde, o Ibovespa, conseguiu terminar esta terça-feira no azul, completando três pregões seguidos em alta – com variação positiva de 0,24%, o índice terminou aos 59.743 pontos. Vale mencionar que durante a manhã o benchmark da bolsa brasileira chegou a superar a região dos 60.000 pontos, mas logo após voltou a operar abaixo dessa forte região de vendedores. O giro financeiro foi de R$ 7,57 milhões.

Nesta sessão, o desempenho positivo das ações da Vale – que representam a maior participação do índice teórico -, chamou a atenção do mercado. No melhor momento do dia, os papéis ordinários chegaram a subir 4,49%, enquanto as preferenciais classe A avançaram 3,45% na máxima do dia, refletindo um possível acordo sobre os royalties com o DNPM, além do anúncio da companhia sobre a eliminação do pagamento de dividendos extras aos acionistas. Entretanto, os papéis arrefeceram os ganhos e fecharam com valorizações respectivas de 1,90% e de 2,04%.

Destaques da sessão
Além da Vale, entre os destaques dessa sessão ficaram as ações da BM&FBovespa, que lideram os ganhos do índice com alta de 4,49%, seguida pelos papéis da Braskem, com alta de 3,54%. Vale ressaltar que a ação da Cemig, que chegou a liderar os ganhos do Ibovespa, após a elétrica deixar três usinas de fora da renovação das concessões de energia com vencimento previsto entre 2015 e 2017, diminuiu os ganhos e fechou em leve alta de 1,49%, aos R$ 25,90.

Já na outra ponta do índice figuram os papéis da MMX Mineração e da OGX Petróleo, as duas pertencentes ao megaempresário Eike Batista.

Espanha novamente no radar
A Espanha volta à cena no mercado, após o britânico Financial Times publicar que o país está pronto para pedir por ajuda internacional. Entretanto, ele busca apenas uma linha de crédito no BCE, para que este compre títulos públicos no mercado secundário, e não por dinheiro no fundo permanente de resgate. Ainda segundo o jornal, os governantes do país esperam por uma melhoria no cenário externo para pedir pela ajuda.

Também durante a manhã a imprensa internacional alertou que o país foi avisado pela Moody’s sobre um corte iminente em seu rating. Na semana passada a agência de classificação de risco Standard & Poor’s já cortou a nota do país, além de rebaixar mais 15 instituições financeiras nesta terça-feira.

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Já em terras gregas, onde o governo ainda luta para conseguir chegar a um acordo sobre os cortes de gastos necessários para continuar a receber as parcelas do resgate, o pais conseguiu captar € 1,6 bilhão em um leilão de títulos de três meses, com um custo de captação menor que na última emissão, caindo de 4,31% para 4,24%.

Indicadores e resultados nos EUA
Na agenda desta terça-feira os investidores ainda se voltam para uma série de indicadores nos EUA, onde foram revelados a produção industrial referente ao mês de setembro, que cresceu 0,4%, resultado quase em linha com o esperado pelos analistas, além do CPI, que traz os números de inflação no país, e mostrou alta de 0,6%.

Por lá a temporada de resultados trimestrais se intensifica, com os números do Goldman Sachs, Coca Cola e Johnson & Johnson publicados durante essa manhã. A instituição financeira superou as projeções de lucro e de receita, o que contribuiu para impulsionar os ganhos dos papéis nessa sessão.

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Dólar
O dólar comercial fechou em queda de 0,03%, terminando a R$ 2,0349 na venda.

Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em queda, refletindo a desaceleração do IPC-S. O contrato de juros de maior liquidez nesta terça-feira, com vencimento em janeiro de 2014, registrou uma taxa de 7,08%, com baixa de 0,01 ponto percentual em relação ao fechamento de segunda-feira. 

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,02%, a 128,24% do valor de face. Já o indicador de risco-País fechou em queda de 5,33%, aos 142 pontos ante 150 pontos do fechamento anterior, com baixa de oito pontos-base.

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.