Publicidade
Depois de ter ensaiado uma retomada pela tarde, o Ibovespa inverteu a tendência nos minutos finais do pregão regular desta terça-feira (30) e fechou em baixa de 0,28%, aos 67.714 pontos. O volume financeiro do dia ficou em R$ 10,10 bilhões. Em novembro o índice teve queda de 4,19%, pior marca desde maio (-6,64%).
Nesta terça, novas dúvidas sobre a questão fiscal de algumas economias europeias, como Portugal e Espanha, mantiveram o clima tenso nos principais mercados internacionais. Enquanto o banco central do primeiro país alertou que seus bancos podem ser afetados por níveis intoleráveis de risco caso as reformas a serem implantadas não tragam o resultado esperado, os espanhois viram o prêmio exigido por investidores nos bonds de 10 anos atingir sua máxima desde o lançamento do euro.
Destaques do pregão
Entre as maiores baixas do índice no dia, a BM&F Bovespa comunicou ter sido autuada em mais de R$ 410 milhões pela Receita Federal, originários da amortização, para fins fiscais, do ágio gerado quando da incorporação de ações da Bovespa Holding. Para a Receita, a infração está fundamentada em uma suposta inconsistência do critério aplicado na avaliação do patrimônio líquido da companhia, para efeito de apuração do valor do ágio.
Ainda no campo negativo, as ações da TAM seguiram o clima negativo iniciado na sessão anterior, quando a ANAC anunciou que a companhia não poderia vender passagens domésticas até a próxima sexta-feira (3), por conta da série de atrasos e cancelamentos de voos na última semana.
As utilities também apresentaram baixa nesta terça, com destaque para a Sabesp. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta sessão que a presidente eleita Dilma Roussef irá congelar mais de R$ 20 bilhões do orçamento do governo no próximo ano e que alguns ministérios terão corte nas verbas, além de um menor financiamento vindo do setor público.
As ações do setor imobiliário continuam dando sequência à tendência de alta vista ao longo das últimas semanas, depois de um início de mês mais volátil.
Continua depois da publicidade
Agenda
No front doméstico, a FGV divulgou na manhã desta terça-feira o relatório da Sondagem Industrial do mês de novembro. O ICI reverteu dois avanços consecutivos e desta vez apontou redução de 1,1% na passagem mensal, passando de 114,0 para 112,7 pontos – já com ajuste sazonal. A queda do ICI – que alcançou seu menor nível desde novembro do ano passado – foi impulsionada principalmente principalmente pela diminuição do otimismo em relação aos próximos meses.
Ainda por aqui, o setor público brasileiro apresentou superávit primário de R$ 9,738 bilhões durante o mês de outubro, com estatísticas que não levaram em conta o Grupo Eletrobras, segundo dados divulgados pelo Banco Central em sua Nota de Política Fiscal. O Governo Central registrou superávit de R$ 7,2 bilhões, enquanto os governos regionais contribuíram com R$ 2,5 bilhões, ao passo que as empresas estatais marcaram déficit de R$ 9 milhões.
Já nos EUA, referências mistas preencheram a agenda econômica do dia. Enquanto o nível de atividade industrial em Chicago em outubro quanto a confiança do consumidor local em novembro apontaram resultados melhores do que o esperado pelos analistas, o S&P/Case-Shiller mostrou que a média móvel trimestral de preço dos imóveis teve alta de 0,59%, enquanto o mercado aguardava que este número chegasse a 1,0%.
Continua depois da publicidade
Dólar
Acompanhando a melhora no humor do mercado interno durante a tarde, o dólar comercial consolidou uma trajetória negativa e chegou ao seu segundo dia consecutivo de queda, fechando cotado a R$ 1,712 na compra e R$ 1,714 na venda – depreciação de 0,58%.
No entanto, a moeda conseguiu acumular ganhos de 0,65% em novembro, mesma variação vista no mês anterior. Já em 2010, a performance segue negativa em 1,56%. O Banco Central realizou um leilão de compra de dólares entre as 15h50 e as 15h55 (horário de Brasília), aceitando uma taxa de corte de R$ 1,714.
Renda Fixa
Os principais contratos de juros futuros fecharam esta terça-feira em queda. O contrato de juros de maior liquidez nesta terça-feira, com vencimento em janeiro de 2012, registrou uma taxa de 12,00%, 0,04 ponto percentual abaixo do fechamento de segunda-feira.
Continua depois da publicidade
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,29%, 137,05% do valor de face. Já o indicador de risco-País teve variação positiva de quatro pontos-base em relação ao fechamento anterior, atingindo 194 pontos.