Resumo Diário

,

Publicidade

Apesar da agenda econômica norte-americana com diversos indicadores positivos, o Ibovespa interrompeu a sequência de quatro sessões em alta e fechou com forte desvalorização, ainda sentindo o impacto com os dados do PIB chinês, que mostrou desaceleração. Com isso, o índice registrou baixa de 0,59%, aos 59.733 pontos, mas teve perdas ainda maior no intraday, de 1,27%. O giro financeiro foi de R$ 7,09 bilhões.

Na agenda norte-americana, o índice de atividade industrial da Filadélfia veio bem melhor do que as projeções de mercado ao marcar 5,7 pontos positivos em outubro, contra estimativa de 0,1 ponto negativo – no mês anterior, o resultado havia sido negativo em 1,9 ponto. No mesmo horário, o Leading Indicators, que traz um compilado dos mais importantes índices econômicos dos EUA, apresentou alta de 0,6% em setembro, ante projeção de avanço de 0,2%.

O mercado de trabalho também chamou a atenção mostrando um número bem acima de pedidos de auxílio-desemprego no período. Vale ressaltar que o Google divulgou, antecipadamente, o resultado do terceiro trimestre, com números decepcionantes para o mercado e que levaram as ações a registrarem forte baixa na sessão.

Economia da China decepciona e pressiona índice
O índice brasileiro ainda foi pressionado pela economia chinesa, que cresceu no terceiro trimestre em ritmo mais lento desde o primeiro trimestre de 2009, prejudicando assim as ações ligadas a produção de commodities – que possuem forte participação na composição do Ibovespa.

Maiores altas e perdas
Entre os principais destaques corporativos do Ibovespa, estiveram as ações da B2W, que despencaram pela segunda sessão consecutiva, após rumores de que a Amazon estaria em negociações para comprar a Saraiva. Na sequência, aparecem os ativos da OGX Petróleo, com perdas de 5,92%, aos R$ 5,24, seguida pelos papéis da Cielo, com queda de 5,23% aos R$ 49,28.

Já do lado positivo, as ações da JBS subiram 3,59% aos R$ 6,92, seguidas pelos papéis da Suzano, com ganhos de 3,16%, aos R$ 5,87.

Continua depois da publicidade

Europa no radar
Os investidores também acompanharam o noticiário europeu, que conta com o início da reunião dos líderes da Uniao Europeia para buscar ajustes nas diferenças sobre os planos de união bancária. A Grécia e Espanha devem ser discutidas paralelamente no encontro de dois dias.

No mais, o mercado repercute por lá os dados das vendas de varejo da Inglaterra, incluindo combustível, que subiram 0,6% em setembro ante agosto e 2,5% na comparação anual. Analistas previam crescimento de 0,4% e de 2,1%, respectivamente.

Ata do Copom
No campo doméstico, a ata da última reunião do Copom indicou nesta quinta que o processo de redução da taxa básica de juros da economia brasileira, pelo menos por enquanto, chegou ao fim. No encontro de 09 e 10 de outubro o comitê optou por reduzir a Selic para 7,25% ao ano.

Continua depois da publicidade

Dólar
O dólar comercial fechou em queda de 0,20%, terminando a R$ 2,0260 na venda.

Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em queda. O contrato de juros de maior liquidez nesta quinta-feira, com vencimento em janeiro de 2014, registrou uma taxa de 7,43%, com baixa de 0,02 ponto percentual em relação ao fechamento de quarta-feira.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou com alta de 0,02%, a 128,27% do valor de face. Já o indicador de risco-País fechou em queda de 1,45%, aos 136 pontos ante 138 pontos do fechamento anterior, com baixa de quatro pontos-base.

Tópicos relacionados

Autor avatar
Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.