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Em seu pior pregão em quase um mês e com sua 4ª queda consecutiva, o Ibovespa fechou em baixa de 1,72%, aos 57.690 pontos – menor fechamento desde 5 de setembro. Anteriormente, a pior sessão do índice foi no dia 28 de setembro, quando registrou uma baixa de 1,77%. Entretanto, o benchmark da bolsa chegou a registrar queda ainda mais forte – de 2,24% – no intraday, atingindo os 57.387 pontos.
O índice, que operou no negativo durante toda a sessão, teve as suas perdas acentuadas após a divulgação de que a economia da Espanha encolheu 0,4% no 3º trimestre. O giro financeiro foi de R$ 6,906 bilhões.
O Itaú Unibanco foi um dos destaques da sessão ao registrar seu balanço nesta manhã. O banco reportou lucro líquido de R$ 3,412 bilhões no terceiro trimestre – queda de 13,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Com isso, as ações tiveram forte queda de 3,17%, atingindo os R$ 28,42.
Petro e Vale
Além do maior banco privado brasileiro, as ações da Petrobras também tiveram fortes quedas, assim como os papéis da Vale. As ações das duas blue chips representam conjuntamente, por cerca de 22,7% do índice. Essa forte queda é atribuída, além da expectativa por números ruins no terceiro trimestre, por dados ruins da China, que pressionam as ações da mineradora.
Com isso, a PETR3 teve um recuo de 1,96% aos R$ 22,50, enquanto PETR4 caiu 1,72%, atingindo os R$ 21,67; entretanto, no intraday, as quedas dos papéis foram ainda mais expressivas, de cerca de 3%. Já os papéis VALE3 e VALE5 tiveram baixas de 2,81% e 2,37%, respectivamente.
Marfrig, Cielo e Gafisa com fortes quedas
Entre os destaques da sessão, estiveram as ações do Marfrig, que despencaram 9,76%, aos R$ 10,45, em antecipação ao balanço a ser divulgado na próxima sessão, seguidas pelos papéis da Gafisa, com perdas de 6,42%, aos R$ 4,08. Já a Cielo, que divulga os resultados nesta data, sofreu recuo de 4,82% em suas ações, para R$ 44,85.
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Já os papéis da B2W Varejo tiveram ganhos de 3,68% e atingem os R$ 10,99, ao passo que a ação da Suzano teve ganhos de 1,90%, aos R$ 5,91, seguida pela ALL, com ganhos de 1,72% e atinge os R$ 9,46.
Próximos eventos
Com uma agenda pouco relevante, e eventos importantes programados para os próximos dias, os investidores optaram pela cautela nesta terça-feira. A semana só começa a esquentar a partir da próxima data quando virão os PMIs da China e da zona do euro, bem como o fim da reunião de dois dias do Federal Reserve.
Por enquanto, a situação econômica da Espanha e a temporada de balanços corporativos nacional, com números de companhias. Além do Itaú, que divulgou nesta manhã. Após o pregão, haverá os dados do balanço trimestral de Cielo, Marfrig e Embraer.
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Referências do dia
Lá fora, a Moody’s reduziu o rating de cinco regiões espanholas, incluindo a Catalunha. Além disso, o banco central espanhol anunciou perspectiva de contração de 0,4% no PIB do país no terceiro trimestre.
Ainda no Velho Continente, destaque para a leve alta da confiança do consumidor alemão em outubro. Também no radar, esteve a declaração do integrante do Conselho Executivo do BCE, Benoit Coeure, afirmando que a autoridade monetária vai parar de comprar títulos de governo se os pré-requisitos dos programas não estiverem sendo obedecidos.
Por aqui, o IPC-S desacelerou para uma alta de 0,57% na terceira prévia de outubro, depois de subir 0,62% no período anterior, segundo a FGV. A agenda também reserva a nota do setor externo do Banco Central.
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Dólar
O dólar comercial fechou em alta de 0,14% terminando a R$ 2,0280 na venda.
Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em rumos opostos. O contrato de juros de maior liquidez nesta terça-feira, por sua vez, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 7,10%, estável em relação ao fechamento de segunda-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou com queda de 0,23%, a 128,02% do valor de face. Já o indicador de risco-País fechou em alta de 2,13%, aos 144 pontos ante 141 pontos do fechamento anterior, com alta de três pontos-base.