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Após abrir em alta e perder forças no final do pregão, principalmente após o término da reunião do Fomc, o Ibovespa registrou a sua quinta queda seguida no pregão desta quarta-feira. O índice registrou perdas de 0,92%, aos 57.160 pontos, renovando a mínima desde 5 de setembro – quando havia fechado 56.683 pontos. O giro financeiro foi de R$ 6,04 bilhões.
A expectativa do mercado era que o Federal Reserve anunciasse um aumento dos estímulos, com a expansão do programa de Quantitative Easing III. Entretanto, a autoridade monetária norte-americana não mostrou nenhuma novidade, o que acabou desapontando os investidores, mas voltou a afirmar que os estímulos continuarão por lá até que a economia mostre recuperação. Na visão do Federal Reserve, a economia continua se expandindo em espaço monetário e a inflação continua sob controle.
Os investidores seguem ainda na expectativa pelo resultado da Vale, que será divulgado após o pregão.As estimativas compiladas pelo portal InfoMoney é de uma queda bastante forte do lucro líquido, de mais de 60%.
Itaú e Oi lideram os ganhos
Entre os destaques da sessão, estiveram as ações da Itaúsa, que lideraram os ganhos com alta de 4,60%, chegando aos R$ 8,86, se recuperando das fortes quedas da véspera. Já o Itaú Unibanco subiu 4,08%, chegando aos R$ 29,58, em meio às sinalizações da companhia de que a ação está “barata”, após o anúncio do programa de recompra de ações.
Na ponta negativa, estiveram os papéis da OGX Petróleo, com queda de 7,77%, aos R$ 4,63. O ativo OGXP3 não sustentou a alta após a qualificação de operador A da ANP, seguida pelas ações da BR Malls, com baixa de 4,95%, aos R$ 26,90. A TIM também viu suas ações em baixa de 4,01%, em meio à notícia de redução de tarifas pela Anatel.
Agenda econômica
Do lado econômico, a leitura preliminar do PMI industrial da China passou de 47,9 em setembro para 49,1 em outubro. O resultado indica que a economia chinesa está apresentando recuperação lenta. Isso porque, apesar do avanço, o índice continua em território contacionista: abaixo de 50.
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Na zona do euro, a prévia do PMI composto, que mede os setores industriais e de serviços juntos, recuou 45,8 neste mês ante leitura de 46,1 em setembro. Na Alemanha, o índice de clima de negócios caiu de 101,4 para 100 entre setembro e outubro, de acordo com o instituto Ifo.
Já nos EUA, também foi publicado o PMI, mostrando atividade industrial dos Estados Unidos melhorou ligeiramente em outubro. Contudo, o crescimento lento e a incerteza econômica sugerem que as recentes dificuldades do setor podem persistir nos últimos meses de 2012.
Safra de balanços
No ambiente doméstico, o dia contou com o relatório semanal do fluxo de câmbio do Banco Central, que registrou saldo positivo de US$ 1,58 bilhão até a terceira semana de outubro. Além disso, a agenda corporativa está recheada, com a Vale e a Natura anunciando seus números do terceiro trimestre.
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Dólar
O dólar comercial fechou em baixa de 0,10% terminando a R$ 2,0260 na venda.
Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em queda na maior parte dos contratos. O contrato de juros de maior liquidez nesta quarta-feira, por sua vez, com vencimento em janeiro de 2014, registrou uma taxa de 7,36%, com baixa de 0,04 ponto percentual em relação ao fechamento de terça-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou com alta de 0,13%, a 127,97% do valor de face. Já o indicador de risco-País fechou em baixa de 0,69%, aos 143 pontos ante 144 pontos do fechamento anterior, com queda de um ponto-base.