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O Ibovespa finalmente encerrou a sequência de cinco quedas, em uma sessão dominada pelos destaques corporativos, fechando com uma expressiva alta. O benchmark da bolsa teve ganhos de 1,18%, aos 57.836 pontos, em um dia em que ficou a sessão inteira no positivo. A Vale e a OGX Petróleo foram as principais referências da sessão, contribuindo para impulsionar a expressiva alta. O giro financeiro foi de R$ 6,22 bilhões.
A divulgação do balanço da mineradora impulsionou os papéis VALE e VALE5, que possuem o maior peso na carteira teórica do índice. O lucro líquido de R$ 3,328 bilhões teve impacto positivo sobre os ativos ordinários, que subiram 5,63% para R$ 37,31, e os preferenciais classe A, que avançaram 5,57%, para R$ 36,20. Já os papéis da Bradespar, holding de investimentos que detém forte participação na Vale, também mostraram forte valorização, liderando os ganhos do índice.
Enquanto isso, as ações da petrolífera do grupo EBX foram impulsionadas pelo anúncio de que Eike Batista concedeu um contrato de put no valor de US$ 1 bilhão para a companhia – a R$ 6,30 por ação. Com isso, o papel OGXP3 subiu 2,59%, atingindo R$ 4,75, embora tenha a chegado a registrar alta de 8,21% no intraday.
Outros destaques
Enquanto a Vale impulsionou positivamente o índice, outros destaques de ação mexeram com o mercado; a Gafisa sofreu pressão na ponta vendedora, com baixa de 5,75%, aos R$ 3,77, seguido pelos papéis do Pão de Açúcar, com baixa de 3,78%, aos R$ 91,89. As ações da Klabin que chegaram a registrar perdas de 3,99%, após anunciar os seus resultados trimestrais, fecharam em baixa de 1,70%.
Agenda econômica
Nos EUA, o dia foi de indicadores mistos. Os dados do Initial Claims mostraram um número de pedidos de auxílio-desemprego abaixo do esperado pelo mercado, com 369 mil pedidos. Já os números de pedidos de bens duráveis – medido pelo Durable Good Orders – registrou uma alta de 9,9%, abaixo do esperado pelo mercado. Por fim, houve uma alta de 0,3% das vendas de imóveis usados no país em setembro, abaixo do esperado pelo mercado.
No Brasil, o IPC da Fipe subiu 0,84% na terceira leitura de outubro, ante alta de 0,77% da prévia anterior. O indicador de confiança do consumidor recuou de 0,30% em outubro, de acordo com a FGV. E a taxa de desemprego nas seis regiões pesquisadas pelo IBGE ficou em 5,4% em setembro.
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Por fim, no Velho Continente, o PIB do Reino Unido cresceu 1% no terceiro trimestre, em relação ao trimestre anterior. O resultado indica que o país saiu da recessão, após três trimestres consecutivos de contração econômica
Crise do euro
Os desdobramentos da crise da dívida na zona do euro também prendem a atenção do mercado. O periódico alemão Handelsblatt reportou que a zona do euro concederá ajuda adicional de € 16 a € 20 bilhões à Grécia.
Na Espanha, o jornal Expansión informou na edição desta quinta que o governo do país solicitará formalmente à União Europeia um pacote de resgate de até € 60 bilhões para recapitalizar o setor bancário, menor do que os € 100 bilhões oferecidos por Bruxelas.
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Dólar
O dólar comercial fechou em baixa de 0,03% terminando a R$ 2,0255 na venda.
Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em leve queda na maior parte dos contratos. O contrato de juros de maior liquidez nesta quinta-feira, por sua vez, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 7,11%, estável em relação ao fechamento de quarta-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou com alta de 0,07%, a 127,80% do valor de face. Já o indicador de risco-País fechou em alta de 0,70%, aos 144 pontos ante 143 pontos do fechamento anterior, com alta de um ponto-base.