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Na sétima queda em oito sessões, o Ibovespa da bolsa fechou em baixa de 0,17%, nesta segunda-feira, aos 57.176 pontos. O índice amenizou as perdas no final da tarde, após ter chegado a cair 1,22% pela manhã. O giro financeiro foi de R$ 4,0 bilhões, enfraquecido por conta do fechamento das bolsas norte-americanas, fechadas nesta e na próxima sessão na próxima data devido ao furacão Sandy, que assola a costa leste norte-americana.
Sem os EUA como referência na sessão, o índice foi bastante pressionado pela forte queda das ações da Petrobras – a segunda empresa mais representativa do índice. Esses papéis repercutiram o resultado divulgado na noite de sexta, quando trouxe um lucro líquido menor que o esperado pelos analistas, fazendo assim como que os papéis tivessem uma das maiores perdas do índice.
Com isso, os papéis ordinários registraram baixa de 3,45% aos R$ 22,10, enquanto os preferenciais tiveram perdas de 3,39% aos R$ 21,35. O benchmark da bolsa, porém, amenizou as perdas por conta da OGX Petróleo, que atingiu alta de 2,67%, aos R$ 4,61. Contudo, a petrolífera de Eike Batista segue pressionada, mesmo após sua tentativa de “blindar” as ações.
Safra de resultados
Do lado corporativo, a Petrobras informou na sexta-feira, após o fechamento do mercado, que registrou queda de 12,60% no lucro líquido atribuível aos acionistas no terceiro trimestre de 2012, para R$ 5,567 bilhões. O resultado da estatal veio abaixo das projeções compiladas pelo Portal InfoMoney, que era de lucro líquido de R$ 6,48 bilhões no trimestre.
A petrolífera afirmou ainda que os desinvestimentos continuarão em 2013 e que o aumento da importação refletiu em um resultado pior para a companhia. Entretanto, a companhia afirmou que acredita que o preço da gasolina se ajustará no médio prazo e que sua política de dividendos será mantida.
Além da Petro, os números da Fibria, que saíram nesta manhã, também estão no radar dos investidores. Os papéis FIBR3 tiveram valorização de 2,26%, aos R$ 18,10. Fora do índice, vale destacar os papéis da Eternit, que registraram forte baixa de 10,87%, as vésperas do julgamento sobre a permissão de amianto crisolita no STF.
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Altas e baixas
Além da OGX Petróleo, outra empresa do grupo de Eike Batista foi destaque na sessão, mas na ponta oposta do índice. As ações da LLX Logística registraram baixas de 6,50%, aos R$ 2,30, enquanto o papel da Braskem teve queda de 3,81%, aos R$ 13,38.
Agenda doméstica
Na agenda econômica nacional, o Boletim Focus apontou para uma redução na perspectiva para a Selic em 2013, de 8% para 7,5% ao ano. A previsão para este ano foi mantida. O documento também mostrou que os analistas voltaram a aumentar a estimativa para a inflação neste ano e mantiveram a projeção para o PIB.
Também na agenda doméstica, o ICI avançou 1,0% em outubro em relação ao que foi registrado no final do mês anterior, ao passar de 105,0 para 106,0 pontos, informou a FGV.
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Eventos europeus
Os desdobramentos da crise da dívida na Europa também chamaram a atenção dos investidores, com destaque para o encontro entre o primeiro-ministro italiano Mario Monti e o presidente espanhol Mariano Rajoy, em Madri. Nessa sessão, os rendimentos dos títulos italianos continuaram pressionados por conta de riscos políticos, já que o ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi afirmou a possibilidade de retirar o seu apoio ao atual premier Mario Monti.
Ainda por lá, o FMI e a União Europeia rejeitaram as reformas em pacote de austeridade da Grécia. Os credores internacionais recusaram-se a fazer qualquer nova concessão sobre as medidas trabalhistas contestadas por um membro menor do governo de coalizão.
Dólar
O dólar comercial fechou em alta de 0,34% terminando a R$ 2,0335 na venda.
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Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam sem tendência definida. O contrato de juros de maior liquidez nesta segunda-feira, por sua vez, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 7,11%, estável em relação ao fechamento de quinta-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou com queda de 0,06%, a 127,85% do valor de face. Já o indicador de risco-País fechou em alta de 1,32%, aos 154 pontos ante 152 pontos do fechamento anterior, com alta de oito pontos-base.