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Em sua 8ª queda em 10 pregões, o Ibovespa fechou em baixa nesta quarta-feira, revertendo os ganhos obtidos na sessão anterior. O índice chegou a atingir alta de 0,44% no começo da sessão, mas perdeu forças depois da abertura da bolsa dos EUA e fechou com perdas de 1,07%, aos 57.068 pontos – a oitava queda em dez pregões. No mês de outubro, as quedas foram de 3,56% – a primeira baixa do índice após três meses com o índice obtendo ganhos. O giro financeiro foi de R$ 5,91 bilhões.
Em destaque, estiveram as ações da Petrobras, relataram fortes perdas, com a volta dos estrangeiros na bolsa brasileira, puxando o índice para baixo. Os papéis ordinários tiveram queda de 3,14%, atingindo os R$ 21,60, enquanto os preferenciais caíram 2,79%, aos R$ 20,93. Esses ativos refletem a saída dos investidores norte-americanos, que pouco negociaram esses papéis nessas sessões, que ainda avaliam o resultado ruim divulgado na última sexta-feira.
Vale ressaltar que, com a retomada das operações, aliada ao movimento atípico característico do último dia do mês, o volume financeiro foi bastante alto. A forte tempestade nos EUA, primeiro efeito climático a paralisar a bolsa norte-americana por 2 dias seguidos pela primeira vez desde 1888, fez com que 1.225 empresas com ações negociadas nos EUA deixassem de movimentar US$ 117,4 bilhões por dia de parada, de acordo com a Economática.
Gafisa lidera perdas
Dentre os destaques, os papéis da Gafisa encabeçaram as perdas do índice, com baixa de 4,11%, aos R$ 3,73, seguida pelos papéis da Petrobras e da Rossi Residencial caíram 3,39%, chegando aos R$ 7,06. Os papéis da Fibria, por sua vez, recuaram 3,20% e atingem os R$ 16,94.
Entre as maiores altas, destaque para a Transmissão Paulista, com ganhos de 4,49%, aos R$ 32,55, em meio a um movimento de correção e devido à proximidade da decisão da Aneel sobre as indenizações do setor. Já os papéis da Lojas Renner,com ganhos de 3,30%, foram impulsionada pelo bom resultado do terceiro trimestre, divulgado na última terça-feira.
Agenda econômica
Do lado econômico, o avanço do desemprego e a inflação alta na zona do euro chamaram a atenção dos investidores. O nível de desocupação no bloco do euro aumentou de 11,5% em agosto para 11,6% em setembro. Já o índice de preços ao consumidor da região atingiu 2,5% em outubro, ante 2,6% em setembro.
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No Brasil, o índice de confiança de serviços aumentou 0,5% na passagem de setembro para outubro, informou a FGV. O IPP avançou para 0,72% em setembro, perante 0,52% de agosto, segundo o IBGE. A agenda também reserva o fluxo cambial do Banco Central.
Nos EUA será publicado o indicador que mensura o nível de atividade industrial na região de Chicago atingiu os 49,9 pontos, enquanto as projeções do mercado apontavam para uma média de 50,9 pontos. Leituras abaixo de 50 pontos indicam contração da atividade. Já o custo da mão de obra nos EUA avança menos que o projetado no 3° trimestre.
Dólar
O dólar comercial fechou caiu 0,03%, terminando a R$ 2,0303 na venda.
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Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam quase estáveis, à espera dos dados da indústria. O contrato de juros de maior liquidez nesta quarta-feira, por sua vez, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 7,10%, com queda de 0,01 ponto percentual em relação ao fechamento da última terça-feira. (-0,14%)
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, recuou 0,05%, a 127,83% do valor de face. Já o indicador de risco-País encerrou em declínio de 1,27%, aos 155 pontos ante 157 pontos do fechamento anterior, com baixa de dois pontos-base.