Resumo Diário

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Com queda durante a sessão, mas mostrando maiores perdas desde o início da tarde, o Ibovespa fechou em queda de 1,83% – maior recuo diário desde 31 de julho -, ficando nos 56.233 pontos, patamar mais baixo obtido desde 2 de agosto. Após uma segunda-feira morna, a perspectiva negativa da zona do euro emitida pela Moody’s deprimiu os mercados nesta sessão, sentimento este que foi intensificado com os indicadores negativos divulgados nos EUA. O giro financeiro na Bovespa foi de R$ 5,97 bilhões.

Para a Moody’s, o cenário é bastante preocupante para os principais integrantes do grupo, formada por Alemanha, França, Reino Unido e Holanda, que compõem 45% da receita orçamentária da União Europeia. A autoridade alemã do BCE, Jorg Asmussen, afirmou que a precificação dos mercados por uma ruptura do euro é inaceitável.

Por outro lado, os planos de dar novos poderes de supervisão para o BCE revelou que a Alemanha está bastante dividida sobre a delegação de novas funções à autoridade monetária no continente. Enquanto isso, para combater a crise, a Espanha anunciou que injetará € 6 bilhões em fundo de resgate bancário.

O mercado segue ainda na expectativa com relação às resoluções para a crise no bloco econômico europeu. A chanceler alemã, Angela Merkel, se encontra com o presidente do Conselho Europeu, Van Rompuy, enquanto Mario Monti, primeiro-ministro da Itália, se reunirá com o presidente da França, François Hollande. As atenções se voltam, porém, ao discurso de Mario Draghi, presidente do BCE, quando, especula-se, poderá ser anunciado um novo programa de compra de dívida soberana.

Ações em queda
Dentre os destaques da sessão, a ação da Rossi teve forte queda de 9,62%, seguida pela JBS, com baixa de 7,12%, e Marfrig, com desvalorização de 6,22. Vale ressaltar ainda a queda das ações Vale, em meio à provável perda na disputa sobre royalties. As ações ordinárias da mineradora tiveram queda de 3,28%, enquanto as preferenciais caíram 2,93% para R$ 32,45 e R$ 32,12, respectivamente.

Enquanto isso, uma das únicas ações do índice a fechar em alta foi da Transmissão Paulista, que tiveram ganhos de 1,91%, aos R$ 45,31.

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Agenda negativa nos EUA
Já nos EUA, a agenda se mostrou negativa, sendo o destaque o ISM Index, que mostrou desempenho pior que o esperado em agosto. O indicador, que mede o nível de atividade industrial do país, atingiu 49,6 pontos, enquanto esperava-se 50,0 pontos.

Por sua vez, o Construction Spending mostrou que os gastos com construção civil nos Estados Unidos recuaram 0,9% em julho, ante alta de 0,5% esperada pelos analistas.

Por aqui, indústria mostra leve alta
Na agenda doméstica, o destaque ficou com a produção industrial, que cresceu apenas 0,3% entre junho e julho, de acordo com o IBGE. Na comparação ano a ano, setor industrial brasileiro mostrou queda de 2,9% na produção. Entretanto,a expectativa é de recuperação da produção do setor.

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Já o IPC de São Paulo subiu 0,27% em agosto, sem variação sobre a medição na terceira quadrissemana do mês, informou a Fipe.

Dólar
Com as notícias ruins vindas da Europa e à espera do encontro do BCE, o dólar comercial fechou em alta de 0,52%, terminando a R$ 2,0430 na venda.

Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em alta, repercutindo os indicadores da indústria. O contrato de juros de maior liquidez nesta terça-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 7,27%, 0,02 ponto percentual acima do fechamento de sexta-feira.

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No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,22%, a 128,64% do valor de face. Já o indicador de risco-País fechou em queda de 3,33%, aos 174 pontos ante 180 do fechamento anterior.

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.