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Após registrar o patamar mais baixo em um mês na véspera, o Ibovespa se recuperou e fechou a sessão desta quarta-feira em alta de 1,12%, aos 56.863 pontos. O índice refletiu a elevação do imposto de importação para 100 produtos, que impulsionou algumas ações empresas nacionais -, lá fora, o mercado fechou sem tendência, aguardando o discurso de Mario Draghi, presidente do BCE, na quinta. O giro financeiro foi de R$ 5,62 bilhões.
Chamou a atenção a forte alta dos papéis do setor siderúrgico, bastante impulsionados com a medida governamental. Com este anúncio, a Usiminas observou forte alta de 17,57% para as ações PN e de 9,44% para os papéis ON, enquanto CSN e Braskem tiveram valorização de 8,16% e 5,63%, respectivamente.
Já no mercado externo, os investidores aguardaram o discurso de Mario Draghi, presidente do BCE que ocorrerá nesta quinta. A expectativa é de que sejam anunciadas novas medidas de estímulo à economia. Além disso, o mercado espera ainda a decisão da autoridade sobre os rumos da política monetária. De acordo com a previsão dos analistas, o BCE deve reduzir a taxa de juros da Zona do Euro em 0,25 ponto percentual, para 0,50% ao ano.
A questão principal, no entanto, é devido ao possível anúncio oficial sobre o programa de dívida de países problemáticos, como Espanha e Itália. Em discurso ao Parlamento Europeu, na terça-feira, Draghi reafirmou que a instituição tem a “responsabilidade” de atuar nos mercados da dívida, o que alimentou a confiança dos investidores.
Ações das construtoras caem
Além das ações das siderúrgicas e petroquímicas, os papéis da Suzano e Lojas Americanas registraram forte alta na sessão.
Já na ponta negativa estiveram as ações das construtoras. Os papéis da Rossi Residencial tiveram queda de 6,97%, aos R$ 5,07, seguidas pelos papéis da MRV Engenharia, que recuaram 2,89%, aos R$ 11,09. Os papéis da Brookfield e Gafisa completaram o cenário de queda para os papéis das construtoras. A MMX Mineração, por sua vez, caiu 2,29% aos R$ 5,12 – impacatada pela forte queda do preço do minério de ferro nas últimas semanas.
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Agenda negativa é ofuscada
Ocultadas pelo anúncio de medidas feitas pelo governo brasileiro, a agenda econômica global não mostrou resultados positivos. As vendas no varejo da zona do euro caíram 1,7% em julho, na comparação com o ano passado – uma retração mensal de 0,2%. Já o PMI composto da região, caiu para 46,3 em agosto, mostrando contração tanto do setor de serviços quanto da indústria de transformação.
Nos EUA, foi reportada a produtividade e os custos trabalhistas do 2º trimestre. Conforme o Departamento de Trabalho do país, a produtividade do trabalhador norte-americano no período – excluindo o setor agrícola – teve alta de 2,2%. Já os gastos com mão de obra apontaram para uma expansão em 1,5%.
Na China, o setor de serviços cresceu no ritmo mais lento em um ano em agosto, ao passo que o escritório de estatística do governo chinês revisou o crescimento de seu PIB de 2011 para 9,3%, ante leitura inicial de 9,2%.
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Por sua vez, na agenda doméstica, o foco ficou com o IPCA, que subiu 0,41% em agosto, em linha com as expectativas dos analistas. Por sua vez, a CNI mostrou que o uso da capacidade instalada da indústria subiu a 81,6% em julho. Já a pesquisa PMI do instituto Markit mostrou que o setor de serviços do Brasil intensificou o ritmo de contração em agosto e, pela primeira vez em três anos, registrou queda no nível de emprego.
Dólar
O dólar comercial fechou em queda de 0,15%, terminando a R$ 2,0400 na venda.
Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em alta. O contrato de juros de maior liquidez nesta quarta-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 7,27%, estável em relação ao fechamento de terça-feira.
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No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,02%, a 128,84% do valor de face. Já o indicador de risco-País fechou estável, aos 174 pontos.