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O Ibovespa encerrou a última sessão da semana – encurtada pelo feriado de Dia da Independência – em clima de otimismo em meio ao plano anticrise do BCE e com os números positivos sobre o mercado de trabalho norte-americano. O benchmark da bolsa fechou em alta de 2,56%, aos 58.321 pontos – maior valorização diária desde 3 de agosto, quando subiu 3,12%. Já o giro financeiro da sessão foi de R$ 6,82 bilhões.
O presidente do BCE, Mario Draghi, anunciou um plano para compra ilimitada de títulos públicos com vencimento entre um e três anos. O programa, segundo Draghi, virá com estritas condicionalidades, como a exigência por reformas econômicas. Ele comentou ainda que o BCE não vai atuar no mercado de dívida, sem o pedido formal do país. O mercado esperava a retomada imediata da compra de títulos de países, como Itália e Espanha.
Já entre as surpresas da sessão, esteve também o BCE ao anunciar a manutenção da taxa básica de juros da Zona do Euro em 0,75% ao ano, enquanto economistas esperavam um corte de pelo menos 0,25 ponto percentual. Já o BoE optou pela manutenção da taxa de juros inglesa em 0,50%.
Altas e baixas
Entre os destaques da sessão, estiveram as ações da Braskem, que registraram a maior valorização com alta de 6,57%, aos R$ 14,60, seguidas pelos papéis da Hypermarcas, com valorização de 5,84%, aos R$ 13,60.
Os papéis ordinários da Usiminas também voltaram a subir, com alta de 1,69%. O dia foi de forte volatilidade para os papéis, que chegaram a operar em queda de 2,91% no começo da tarde – depois de chegar a subir 7,69% durante a manhã, impulsionados pela recomendação de compra do Deutsche Bank.
Apesar do dia positivo no mercado, algumas ações fecharam em queda. Na ponta negativa, estiveram os papéis da Copel , em baixa de 1,57%, seguidos pelas ações da Cesp com desvalorização de 1,52%.
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Agenda dos EUA
Na agenda norte-americana, os dados de emprego nortearam os investidores durante a sessão, com a quantidade de novos postos de trabalho criados no setor privado durante agosto veio acima do que o mercado esperava. O relatório mostra a adição de 201 mil novos empregos nos Estados Unidos, contra expectativa de que fossem criados 143 mil postos.
Ainda por lá, o número de pedidos de auxílio-desemprego ficou melhor do que o previsto pelos analistas. Na semana finalizada em 31 de agosto, foram observados 365 mil novas solicitações no país, contra expectativa de 373 mil pedidos. Já o ISM Services, que mede o setor de serviços, ficou em 53,7 pontos na passagem de julho para agosto, melhor do que as projeções de analistas, que estavam em torno de 52 pontos.
Ata do Copom
Por aqui, o destaque ficou com a ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que voltou a sinalizar o fim do ciclo de cortes na Selic, repetiu a expressão “máxima parcimônia” em relação à possível continuidade da queda da Selic.
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Já o IGP-DI recuou para 1,29% em agosto, conforme a FGV (Fundação Getulio Vargas). A variação apurada no mês foi inferior à de julho, de 1,52%.
Dólar
O dólar comercial fechou em queda de 0,56%, terminando a R$ 2,0285 na venda.
Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em alta. O contrato de juros de maior liquidez nesta quinta-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 7,28%, com alta de 0,01 ponto percentual em relação ao fechamento de quarta-feira.
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No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,10%, a 128,71% do valor de face. Já o indicador de risco-País fechou em queda de 5,17%, aos 165 pontos ante 174 pontos da sessão anterior – com baixa de 9 pontos-base.