Resumo Diário

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Após abrir em forte alta – em um movimento de ajuste após o feriado da Independência, o Ibovespa perdeu forças durante a sessão e fechou esta segunda-feira em leve alta de 0,14% aos 58.404 pontos. No início do pregão, a alta chegou a ser de 1,88%, atingindo os 59.420 pontos. O giro financeiro foi de R$ 8,02 bilhões. 

Vale ressaltar que mesmo a forte alta dos papéis da Vale – que representam a maior participação no índice teórico – e da CSN não foram capazes de sustentar o bom movimento positivo do benchmark da bolsa. Os papéis da mineradora e da siderúrgica refletiram as medidas de estímulo vindas da China, anunciadas na sexta-feira.

Já os principais índices europeus registraram queda, com os investidores realizando lucros após duas sessões de alta. O mesmo movimento foi observado nos EUA, que registrou uma leve baixa dos seus principais índices.

No país, o principal vetor negativo foi o resultado do Consumer Credit, que veio muito abaixo das projeções, registrando uma queda de US$ 3,3 bilhões no montante de crédito concedido ao consumidor na passagem entre junho e julho. Foi a primeira queda do indicador em 11 meses.

Altas e baixas
Dentre os destaques de ações, além de CSN e Vale, estiveram as ações da Gol, que subiram 5,54%, aos R$ 9,90. Os papéis foram impulsionados pelos rumores de venda de controle da companhia. Nesta manhã o colunista da Veja Lauro Jardim publicou que executivos da Qatar Airways se reuniram com o alto comando da Gol, fazendo com que as ações chegassem a subir 11,73% durante a manhã.

Na ponta negativa, destaque para as elétricas. Os papéis da CESP despencaram 5,95%, aos R$ 29,90, enquanto os da Transmissão Paulista tiveram queda de 4,10%, aos R$ 42,60. A forte queda reflete o discurso de quinta-feira da presidente da República, Dilma Rousseff, que anunciou redução dos preços de energia.

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Enquanto isso, a ALL Logística registrou baixa de 4,27% em suas ações, aos R$ 8,51, com a possibilidade de novas intervenções governamentais.

Expectativa guia os mercados
Além dos dados econômicos norte-americanos, o mercado segue na expectativa acerca dos próximos passos das autoridades monetárias para a resolução da crise, tanto nos EUA quanto no Velho Continente. Na semana, a corte de justiça alemã deve julgar a legalidade e a participação do país no ESM, enquanto o Fomc se reúne na quarta e pode anunciar novos estímulos monetários nos EUA.

Na Europa, a atenção desta segunda cai sobre a Grécia. Durante o fim de semana, a Troika – grupo formado por Comissão Europeia, BCE e FMI – negou alguns dos planos de cortes de gastos da Grécia, o que aumentou a preocupação quanto à próxima parcela do resgate.

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China volta a preocupar
Além disso, os indicadores da segunda maior economia do planeta seguem preocupando. As importações chinesas caíram pelo terceiro mês consecutivo em agosto, indicando que a demanda doméstica continua fraca. Houve recuo de 2,6% no mês passado, na comparação com o ano anterior. Já as exportações aumentaram 2,7% em agosto em relação a 2011. Com isso, o gigante asiático registrou superávit comercial de US$ 26,60 bilhões no oitavo mês do ano. 

Também por lá, a produção industrial desacelerou em agosto para o nível mais baixo em mais de três anos. A produção de fábricas, oficinas e minas aumentou 8,9% no mês passado, em comparação com um ano antes. O número é inferior aos 9,2% de julho.

Agenda doméstica
No front interno, o destaque ficou para o Boletim Focus, que mostrou que os economistas ouvidos pelo Banco Central reduziram a expectativa para o crescimento do PIB, e aumentaram pela nona vez seguida a estimativa para a inflação este ano. Já o IPC-S registrou alta de 0,44%.

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A balança comercial mostrou que o País teve superávit de US$ 1,028 bilhão na última semana. Este resultado foi obtido através de US$ 4,445 bilhões em exportações e de US$ 3,417 bilhões em importações.

Dólar
O dólar comercial fechou em queda de 0,30%, terminando a R$ 2,0225 na venda.

Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em alta. O contrato de juros de maior liquidez nesta segunda-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 7,30%, com alta de 0,02 ponto percentual em relação ao fechamento de quinta-feira. 

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No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,13%, a 128,60% do valor de face. Já o indicador de risco-País fechou estável, aos 165 pontos.

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.