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Mesmo com a pressão baixista das ações de energia elétrica, o Ibovespa fechou a sessão desta quarta-feira em alta de 0,84%, aos 59.921 pontos, seu maior patamar desde 8 de maio deste ano, quando havia fechado em 60.365 pontos. Foi a quinta alta consecutiva do benchmark da bolsa brasileira, seu rali mais longo desde o começo de julho. O giro financeiro também foi bastante alto, totalizando R$ 10,57 bilhões.
O setor elétrico vem sofrendo com a redução do custo de energia elétrica anunciada pela presidente Dilma Rousseff. Assim, os papéis dessas empresas lideraram as perdas do índice, com destaque para Cesp, Transmissão Paulista e Cemig. A CCR e a Sabesp também foram influenciadas – registrando fortes baixas – contaminadas pelo aumento do risco de intervanção nestes setores.
Apesar do forte impacto negativo das elétricas, o índice teve desempenho acima das bolsas internacionais, que registraram ganhos bem mais tímidos. No exterior, a grande referência do mercado ficou com a aprovação do fundo permanente de resgate pela corte constitucional alemã. Entretanto, os alemães impuseram algumas condições, como não elevar a parcela de € 190 bilhões da Alemanha no fundo.
Os investidores seguem ainda na expectativa pelo desfecho da reunião do Federal Reserve. Os membros da autoridade monetária norte-americana realizaram uma reunião nesta data, mas a decisão final só será na quinta-feira. A expectativa do mercado é pelo anúncio de um novo programa de alívio quantitativo.
Altas e baixas
Com as ações das empresas do setor elétrico caindo fortemente, o destaque positivo ficou com os papéis da B2W, com ganhos de 9,19%, aos R$ 8,67 e da Usiminas. Os papéis da siderúrgica mostram um bom momento neste mês, influenciados pelo aumento nas tarifas de importação sobre produtos do setor.
Agenda norte-americana
Enquanto isso, na agenda de indicadores norte-americana, houve poucos destaques, sendo a principal referência a alta dos estoques no setor atacadista norte-americano em julho, passando de um recuo de 0,2% em junho para uma alta de 0,7% no mês. Os estoques de petróleo também também aumentaram: 1,994 milhões de barris a mais na semana, em comparação com a queda de 7,42 milhões no período anterior.
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Enquanto isso, os preços de bens exportados pelos EUA para o resto do mundo aumentaram substancialmente, registrando inflação de 0,4% – em julho, enquanto os preços das importações nos Estados Unidos, excluindo o petróleo, registraram queda de 0,2% durante o mês de agosto, após caírem 0,4% no período imediatamente anterior.
Inflação está sob controle, diz Tombini
Já no Brasil, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmou, durante audiência na CAE, que a inflação está sob controle. Segundo ele, o atual choque de oferta de commodities é mais localizado e vai durar menos do que o de 2010/2011.
Na agenda doméstica, houve a divulgação do IPC de São Paulo, que subiu 0,31% na primeira quadrissemana de setembro, ante alta de 0,27% na quarta quadrissemana de agosto, de acordo com a Fipe. Já a taxa de emprego na indústria subiu 0,2% em julho deste ano, de acordo com o IBGE.
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Dólar
Após intervenção do Banco Central no mercado futuro, o dólar comercial fechou em alta de 0,52%, terminando a R$ 2,0270 na venda. Com isso, a divisa norte-americana quebrou uma sequência de quatro quedas.
Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em queda, refletindo o discurso do presidente do BC. O contrato de juros de maior liquidez nesta quarta-feira, com vencimento em janeiro de 2014, registrou uma taxa de 7,78%, com queda de 0,01 ponto percentual em relação ao fechamento de segunda-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,06%, a 128,40% do valor de face. Já o indicador de risco-País fechou em queda de 4,35%, aos 154 pontos ante 161 pontos do fechamento anterior, com queda de sete pontos-base.