Resumo Diário

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Após iniciar a sessão em expressiva alta, ainda refletindo o resultado da reunião do Fomc, com o anúncio de uma nova rodada de estímulos à economia norte-americana, o Ibovespa reduziu seus ganhos na sessão. Entretanto, mesmo com esta desaceleração, o benchmark da bolsa fechou em alta de 0,24%, a sétima seguida, aos 62.105 pontos, sua máxima desde 2 de maio, quando esteve aos 62.423 pontos.

Com essa sequência de ganhos, o Ibovespa registrou a melhor semana do ano, com alta de 6,49%. O giro financeiro foi de R$ 12,56 billhões.

O índice chegou a passar do campo positivo para o negativo no final do pregão, em meio ao rebaixamento do rating dos Estados Unidos pela Egan Jones, chegando a registrar perdas de 0,22% por volta das 16h30. Entretanto, minutos depois, o índice voltou a se recuperar. A agência de classificação de risco cortou a nota de crédito do país de AA para AA-, afirmando que justamente o evento que havia animado os investidores na véspera ferirá a economia.

Na véspera, o mercado esperava por um Quantitative Easing 3, mas o presidente do Fed, Ben Bernanke, apresentou uma nova versão do programa, em uma ação com duração ilimitada. Além disso, o Fed manterá a política de utilização do principal dos seus investimentos para adquirir novos títulos de dívida. A expectativa da autoridade monetária é que isso ajude a economia norte-americana a recuperar.

Altas e baixas
Por aqui, as ações da CSN e da BM&F Bovespa tiveram fortes altas, de 4,74% e 3,89%, respectivamente. Enquanto isso, os papéis das imobiliárias, que mostraram forte valorização na véspera, registraram fortes perdas neste pregão, como as ações da Rossi e Gafisa.

Cruzeiro do Sul
Dentro do noticiário corporativo, esteve ainda a interrupção da negociação dos ativos do Banco Cruzeiro do Sul não recebeu nenhuma oferta de compra. O BC decretou a liquidação extrajudicial do banco e do banco Prosper, que é instituição financeira que detém aproximadamente 0,01% dos ativos do sistema bancário e 0,01% dos depósitos. Com isso, os papéis do banco foram suspensos de negociação da Bovespa.

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Resolução no Velho Continente
No Velho Continente, o destaque ficou com uma reunião de ministros de Finanças da Zona do Euro. No encontro de dois dias, no Chipre, o Eurogrupo tentará eliminar diferenças sobre a supervisão de bancos e uma eventual ajuda extra para a Espanha.

Por enquanto, os líderes europeus anunciaram apenas que a Espanha apresentará até o final de setembro um novo pacote de reformas estruturais para garantir que cumprirá suas metas de déficit orçamentário deste ano. O Banco Central da Espanha, entretanto, divulgou nesta data que a dívida federal do país atingiu novo recorde de 75,9% do PIB no segundo trimestre.

Agenda do Brasil e EUA
No mercado doméstico, o dia contou com o IBC-Br. O indicador, que mede a atividade econômica brasileira, registrou alta de 0,42% em julho frente a junho. Após o resultado, o ministro da fazenda, Guido Mantega, afirmou que o crescimento da economia esta mais forte neste semestre, sustentando a previsão de que a atividade vai estar girando num ritmo anualizado de 4% no final do ano.

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Entre os indicadores norte-americanos, as vendas no varejo registraram alta de 0,9% no mês de agosto, pouco acima do 0,7% esperado pelo mercado. Já o índice de preços ao consumidor veio em linha com o previsto, ao subir 0,6% em agosto. A agenda dos Estados Unidos ainda revelou o indicador de confiança do consumidor, que veio acima do esperado para o mês de setembro, enquanto a produção industrial caiu 1,2% em agosto, decepcionando o mercado.

Dólar
O dólar comercial fechou em queda de 0,39%, terminando a R$ 2,0111 na venda.

Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em alta. O contrato de juros de maior liquidez nesta sexta-feira, com vencimento em janeiro de 2014, registrou uma taxa de 7,78%, com alta de 0,01 ponto percentual em relação ao fechamento de quarta-feira. 

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No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,13%, a 128,13% do valor de face. Já o indicador de risco-País fechou em queda de 3,87%, aos 149 pontos ante 155 pontos do fechamento anterior, com baixa de seis pontos-base.

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.