Resumo Diário

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Em um pregão de forte volatilidade, o Ibovespa encerrou a sequência de sete altas e fechou em baixa de 0,48% aos 61.805 pontos, após alternar entre ganhos e perdas durante toda a sessão. O volume foi bastante forte, devido ao vencimento de opções sobre ações, totalizando R$ 13,26 bilhões.

O principal índice brasileiro seguiu a tendência do mercado internacional, realizando lucros após a forte alta observada na semana passada, quando o Ibovespa registrou a sua melhor semana desde outubro do ano passado, amparada pela terceira rodada de alívio econômico nos EUA. O mercado também seguiu atento ao noticiário vindo da China, que deve colocar o foco da política monetária em ferramentas de preço, continuando a controlar o câmbio por lá. 

Impasse no mercado internacional
Na agenda norte-americana, o único indicador relevante foi bastante negativo. O New York Empire Manufacturing, que mede a atividade industrial na região, mostrou um número muito abaixo do que era projetado: queda de 10,4, contra a expectativa de uma retração de 3,0, conforme compilação do portal norte-americano Briefing.

Enquanto isso, na Europa, o dia foi marcado pela falta de acordo entre os líderes políticos. Na última sexta-feira, a reunião entre os ministros de finanças da Zona do Euro não chegou a nenhum acordo sobre o tempo para implantar uma supervisão aos bancos, assim como os termos para pedidos de ajuda também não mostraram avanço.

Além disso, as notícias de que a Espanha precise solicitar formalmente um resgate e aceitar condições rígidas antes de o BCE começar a comprar os títulos do país também contribuiu para o sentimento negativo do mercado. De acordo com alguns analistas, há dúvidas se o país realizará um movimento nesse sentido.

Agenda brasileira
No front doméstico, o Relatório Focus mostrou, mais uma vez, a piora nas projeções econômicas. A pesquisa do Banco Central com uma série de economistas mostra o PIB em 1,56%, enquanto o IPCA deve chegar ao final do ano com 5,26%.

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Já a balança comercial brasileira mostrou que o país teve superávit de US$ 646 milhões no período entre 10 e 14 de setembro, divulgada pelo MDIC. Na segunda semana do mês, o País exportou US$ 5,620 bilhões e importou US$ 4,974 bilhões.

Entretanto, o destaque da sessão ficou com a divulgação na última sexta-feira pelo Banco Central, da redução do compulsório para depósitos à vista e a prazo, com a finalidade de acrescentar R$ 30 bilhões na economia.

Altas e baixas
Em um pregão de forte volatilidade, em que chegaram a subir 5,87%, as ações da Suzano perderam força e fecharam com ganhos de 1,10% aos R$ 5,51, após o Bank of America Merrill Lynch colocá-la entre as suas recomendações para a América Latina. A maior alta, porém, fica com a Transmissão Paulista, que se recuperou parcialmente depois da expressiva queda de 27,67% da semana passada, fechando com alta de 7,84%, aos R$ 34,65.

Dólar
O dólar comercial fechou em alta de 0,95%, terminando a R$ 2,0301 na venda.

Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em rumos opostos. O contrato de juros de maior liquidez nesta segunda-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 7,31%, com alta de 0,02 ponto percentual em relação ao fechamento de sexta-feira.  

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,14%, a 128,29% do valor de face. Já o indicador de risco-País fechou em alta de 2,01%, aos 152 pontos ante 149 pontos do fechamento anterior, com alta de três pontos-base.

Lara Rizério

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.