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Em um dia de bastante volatilidade, em que chegou a subir e a cair cerca de 0,5% no intraday, o Ibovespa fechou o pregão estável, aos 61.804 pontos. O índice, durante toda a sessão, acompanhou novamente o mercado internacional, principalmente as bolsas norte-americanas, que registraram ou leves altas ou leves perdas. O giro financeiro foi fraco se levar em conta as últimas sessões, totalizando R$ 6,63 bilhões.
Sem muitos acontecimentos relevantes nos EUA e no Brasil, as atenções dos investidores continuaram voltadas para o desenrolar da crise na Europa. Ainda sem nenhuma decisão quanto ao resgate, a vice-primeira-ministra da Espanha, Soraya Sanez, disse à imprensa internacional que o país continua a avaliar as condições para que o país seja socorrido. Apenas com um pedido formal de ajuda o BCE entrará no mercado para comprar títulos públicos.
Impasse europeu
Em meio a esse impasse, o rendimento dos títulos espanhóis no mercado secundário voltou a superar os 6%, fato que não ocorria desde que o BCE anunciou o programa de compra de títulos, há cerca de duas semanas. Por sua vez, o Tesouro do país realizou um leilão bem sucedido nesta data, com juros abaixo da última emissão e um valor captado ligeiramente acima do projetado, de € 4,57 bilhões.
Contudo, os indicadores do Velho Continente continuam indicando que as perspectivas ainda não são boas para a região. O índice de expectativas ZEW de confiança do consumidor alemão passou de um valor negativo de 25,5 em agosto para o território também negativo de 18,2, em setembro. Apesar da melhora, analistas esperavam um número ligeiramente melhor, em uma queda de 17.
Destaques da bolsa
As ações das empresas elétricas voltaram a apresentar recuperação nesta terça. Os papéis da Eletropaulo, Cemig, Copel e Transmissão Paulista, registraram ganhos respectivos de 3,42%, 3,03% e 1,68%. Entretanto, as ações das empresas de construção civil lideraram os ganhos na sessão, com destaque para os papéis da Rossi Residencial, com alta de 5,49%, aos R$ 5,76 e da PDG Realty, com ganhos de 4,09%, aos R$ 4,07.
Entre as maiores quedas, os destaques ficaram com as ações da Braskem e CSN, com desvalorizações respectivas de 2,95%, 2,48%, além das units do Santander, com perdas de 2,64%.
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Nos EUA, discursos e indicadores
Em discurso nesta manhã, Charles Evans, presidente do Federal Reserve de Chicago, afirmou que a nova rodada de compra de títulos nos EUA era necessária, sendo que autoridade monetária provavelmente manterá seu atual ritmo de compras de títulos até o final do ano. Para ele, a instituição tomou um forte passo em direção à condicionalidade ao dizer que o país continuará a intervir enquanto o mercado de trabalho permanecer fraco.
O Quantative Easing III foi aprovado de forma quase unânime. Entretanto, o ministro da Fazenda brasileiro, Guido Mantega, acredita que ele será ruim para as nações emergentes. Mantega expressou preocupações de que mais estímulo monetário irá diminuir o valor do dólar e, como consequência, prejudicar a competitividade das exportações brasileiras.
Já com relação à política monetária brasileira, o Banco Central deverá, se necessário, elevar a taxa Selic para o cumprimento das metas de inflação. Em entrevista publicado no domingo pelo jornal “O Estado de São Paulo”, Mantega afirmara que não há necessidade de aumento de juros e que a inflação está controlada.
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Sem indicadores relevantes na agenda doméstica, houve a divulgação de apenas alguns indicadores norte-americanos que não costumam trazer grande impacto ao mercado: o déficit em conta corrente no segundo trimestre foi ligeiramente menor do que se esperava – US$ 117,4 bilhões, contra US$ 126,8 bilhões esperados -, assim como a demanda estrangeira por títulos do país disparou em julho, ao passar de US$ 9,3 bilhões no mês anterior para US$ 67 bilhões.
Dólar
O dólar comercial fechou em queda de 0,35%, terminando a R$ 2,0230 na venda.
Renda Fixa
Em um dia morno no mercado de juros futuros, as taxas dos principais fecharam em alta. O contrato de juros de maior liquidez nesta terça-feira, com vencimento em janeiro de 2013, por sua vez, registrou uma taxa de 7,31%, com estabilidade em relação ao fechamento de segunda-feira.
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No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,01%, a 128,19% do valor de face. Já o indicador de risco-País fechou em alta de 1,97%, aos 155 pontos ante 152 pontos do fechamento anterior, com alta de três pontos-base.