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Após ficar boa parte da sessão em alta e perder forças no meio da tarde, o Ibovespa fechou em queda de 0,25% no pregão desta quarta-feira, aos 61.651 pontos. Nem mesmo o inesperado estímulo monetário no Japão foi suficiente para sustentar o otimismo na bolsa brasileira, que não acompanhou o desempenho dos mercados internacionais. O giro financeiro foi de R$ 7,12 bilhões.
O desempenho positivo do principal índice da bolsa, que vinha em uma alta de mais de 1% durante à tarde, foi bastante pressionado pelas suas duas principais blue chips. A Vale – cujas ações possuem a maior participação na carteira teórica do Ibovespa – viu uma queda de 1,14% dos seus papéis ON, aos R$ 39,10, enquanto os ativos PN caíram 1,10%, cotado aos R$ 37,83. Já os papéis ON da Petrobras caíram 2,74%, para R$ 23,40, enquanto os ativos PN recuaram 2,28%, aos R$ 22,67.
Em meio a esse movimento de reversão do mercado, o anúncio do governo japonês – considerado como a principal razão para o ânimo generalizado das bolsas – foi ofuscado. O país comunicou que deve injetar cerca de US$ 127 bilhões na economia em um programa parecido com o Quantative Easing norte-americano.
Destaques da bolsa
Dentre os destaques, as ações da Gol lideraram os ganhos da sessão, com ganhos de 3,46%, aos R$ 11,37, registrando recuperação frente às fortes quedas das últimas semanas, seguida pelos papéis da Marfrig, com alta de 2,99%, aos R$ 11,38.
Na outra ponta, a Localiza viu suas ações liderarem as quedas, com recuo de 3,15% aos R$ 35,40. O movimento dos papéis da companhia ligada ao setor de aluguel de automóveis sucede à redução das expectativas para o desempenho da companhia pelo Morgan Stanley, que recomendou em relatório a venda dos papéis.
Setor imobiliário nos EUA
Na agenda dos EUA, os indicadores do setor imobiliário trouxeram sinais divergentes. As 750 mil casas em início de construção em agosto decepcionaram os analistas, mas as 4,82 milhões de casas antigas vendidas no mês surpreenderam o mercado. Já o número de permissões para novas construções veio em linha com o esperado.
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No campo interno, a agenda de indicadores se concentrou nos dados sobre a inflação, com os números do IGP-M e do IPC-Fipe, que não trouxeram grandes surpresas. Já o fluxo cambial mostrou entrada de US$ 1,03 bilhão durante a semana passada.
Europa no radar
Na Europa, a referência foi novamente a Espanha, cujo primeiro-ministro, Mariano Rajoy, voltou a defender que o compromisso de seu governo é reduzir o déficit orçamentário, já que sem isso o país não conseguirá continuar a se financiar. Enquanto isso, o ministro francês das Finanças, Pierre Moscovici, afirmou nesta manhã que a França e a Alemanha podem chegar a um acordo sobre a supervisão conjunta dos bancos europeus.
Já no Reino Unido, a minuta da última reunião do BoE revelou que todos os membros votarão pela manutenção do programa de compra de ativos em £ 375 bilhões, assim como pela manutenção da taxa de juros em 0,5% ao ano. Apesar disso, alguns deles afirmaram que provavelmente mais estímulos serão necessários no futuro.
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Dólar
O dólar comercial fechou em alta de 0,20%, terminando a R$ 2,0270 na venda.
Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em rumos opostos. O contrato de juros de maior liquidez nesta quarta-feira, com vencimento em janeiro de 2014 registrou uma taxa de 7,84%, com alta de 0,02 ponto percentual em relação ao fechamento de terça-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,02%, a 128,21% do valor de face. Já o indicador de risco-País fechou em queda de 0,65%, aos 154 pontos ante 155 pontos do fechamento anterior, com baixa de 1 ponto-base.