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Após chegar a a cair 1,12% no pregão desta quinta-feira, o Ibovespa diminuiu as perdas durante a sessão e fechou em uma surpreendente alta de 0,06%, aos 61.687 pontos. Com isso, o índice registrou a primeira valorização da semana, apesar dos indicadores ruins vindos do mercado externo. O giro financeiro foi de R$ 6,24 bilhões.
No início da sessão, as atenções dos investidores se voltaram ao mercado externo, com a divulgação de números fracos vindos da China, Estados Unidos e Europa, o que deprimiu também as bolsas internacionais. No gigante asiático – maior parceiro comercial do Brasil -, a atividade da indústria contraiu pelo 11° mês consecutivo, depois que a produção industrial atingiu o seu pior momento em quase um ano, segundo dados prévios, elaborados pelo HSBC.
Com isso, mineradoras e siderúrgicas, se destacaram na ponta negativa do índice, como é o caso da Vale, que chegaram a cair cerca de 2,3% no intraday. Entretanto, as ações da mineradora diminuíram as perdas, com a VALE3 fechando em baixa de cerca de 0,84%, aos R$ 38,77, enquanto a VALE5 teve baixa de 0,71%, aos R$ 37,56.
Destaques da bolsa
Ainda no campo negativo, as ações da Mafrig lideraram as perdas, em reflexo ao “esfriamento” dos rumores sobre a Blackstone. Os papéis registram queda de 6,77%, aos R$ 10,61. As elétricas também viram queda dos seus ativos, com a ação da Cemig recuando 5,05% aos R$ 26,30.
Dentre as maiores altas, estiveram as ações da LLX e da JBS, com ganhos de 3,59% e 3,13%, respectivamente. As empresas de papel e celulose também se destacaram na ponta positiva, com os papéis de Fibria registrando ganhos de 2,93%, atingindo os R$ 18,94, enquanto a ação da Suzano subiram 2,18% aos R$ 5,63. Por sua vez, os ativos da Klabin avançaram 2,16%, aos R$ 9,95.
EUA e Europa no radar
Nos EUA, o Initial Claims registrou 382 mil novas solicitações na semana finalizada em 14 de setembro, contra expectativa de 375 mil pedidos e resultado anterior de 385 mil pedidos. Já o índice que mede a atividade industrial na região norte-americana da Filadélfia veio melhor do que as projeções de mercado e aponta 1,9 ponto negativo em setembro.
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Além disso, a atividade industrial na Europa também preocupa. Formulado pela Markit Economics, o PMI Composto, que agrega os números manufatura e do setor de serviços, recua novamente e alcança o pior nível em mais de três anos, o que sugere que o bloco voltará à recessão. Por outro lado, a Espanha gerou um certo alívio ao mercado ao realizar um leilão bem sucedido, no qual levantou € 4,8 bilhões em títulos de curto prazo, com os menores juros desde o início do ano.
Brasil: inflação e corte nas projeções de PIB
No Brasil o destaque fica por conta do IPCA-15, que mostrou leve aceleração nesses primeiros dias de setembro. A alta nos preços passou de 0,39% em agosto para 0,48% neste mês, apesar de mostrar leve recuo sobre os 0,53% do mesmo período de 2011.
No final da sessão, repercutiu ainda a revisão para baixo do PIB do Brasil pela agência de classificação de risco Fitch Ratings. A estimativa anterior para 2012, que era de 2,5%, passou para 1,5%. Já a projeção para 2013 passou de 4,5% para 4,2%.
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Dólar
O dólar comercial fechou em queda de 0,17%, terminando a R$ 2,0235 na venda.
Renda Fixa
Repercutindo os dados ruins da China, as taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em queda. O contrato de juros de maior liquidez nesta quinta-feira, com vencimento em janeiro de 2013, por sua vez, registrou uma taxa de 7,30%, com estabilidade em relação ao fechamento de quarta-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,03%, a 128,28% do valor de face. Já o indicador de risco-País fechou estável, aos 154 pontos, mesma pontuação do fechamento anterior.