Resumo Diário

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Após chegar a cair 0,40%, o Ibovespa consolidou sua trajetória positiva na parte da tarde e fechou em alta de 0,96% nesta segunda-feira, contrariando o movimento negativo das bolsas internacionais, que recuaram diante dos rumores de que a Grécia possua um rombo de até € 20 bilhões. Deste modo, o índice atingiu os 61.909 pontos – apenas dois abaixo da máxima do dia. O giro financeiro foi de R$ 17,29 bilhões – impulsionado pelo leilão de fechamento de capital da Redecard.

Além da Grécia, os investidores repercutiram também o noticiário da Espanha, que segue bastante movimentado. O ministro de Finanças do país, Luis de Guindos, alertou no sábado que o país não irá se apressar em pedir um resgate. De Guindos ainda destacou que os bancos precisam de € 60 bilhões para eliminar ativos tóxicos de seus portfólios.

Ainda na Europa, há uma certa confusão sobre o fundo permanente de resgate, o ESM. A Der Spiegel publicou durante o fim de semana que o poder de fogo do mecanismo pode ser ampliado para € 2 trilhões. Enquanto o ministério das Finanças do país disse que essa ideia não é realista, o vice-ministro das Finanças da Alemanha confirmou que as discussões para alavancar o fundo estão em curso.

A confiança dos empresários da Alemanha, por sua vez, apresentou piora, atingindo o menor nível em cerca de dois anos e meio, conforme mostra indicador publicado pelo instituto Ifo. Assim, o Bundesbank, o Banco Central alemão, já vê sinais de desaceleração econômica no país. A situação também complicada para a França, que precisaria de mais € 37 bilhões para cumprir a meta de déficit de 3% do PIB.

Destaques do pregão
Em destaque na sessão, esteve a conclusão da OPA das ações da Redecard pelo Itaú Unibanco, resultando assim o fechamento de capital da companhia. Vale ressaltar que os ativos da Cielo registraram a maior queda do índice, com baixa de 3,45%, aos R$ 57,45, após o BTG Pactual recomendar reduzir a exposição dos ativos da companhia.

As ações da Marfrig, por sua vez, ficaram na ponta oposta do índice, liderando os ganhos da sessão, com alta de 6,94%, aos R$ 11,55, seguidas pelos papéis da Gol registrando alta de 5,83%, aos R$ 12,17. Por sua vez, as ações da OGX e da Duratex registraram alta de 5,83% e 4,62%, respectivamente.

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Economia doméstica
Por aqui, mais uma medida do Governo. A Camex reduziu para 2% o imposto de importação de diversos bens de capital e produtos de informática até o fim de 2014.

Enquanto isso, a Serasa Experian divulgou que a atividade econômica de julho teve o melhor desempenho em mais de um ano, ao avançar 0,4% sobre o último mês, já descontadas as influências sazonais.

Já o semanal Relatório Focus prevê que a taxa básica de juros não mostrará mais nenhuma alteração neste ano, aos 7,5% ao ano. O documento, divulgado pelo Banco Central, também revela que a expectativa para o IPCA subiu para 5,35%, enquanto a projeção para o PIB se manteve em 1,57%, após sete semanas com revisões negativas.

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Por fim, a balança comercial registrou superávit de US$ 454 mi na terceira semana de setembro, segundo dados reportados pelo MDIC. No período, o País exportou US$ 4,957 bilhões e importou US$ 4,503 bilhões.

Dólar
O dólar comercial fechou em alta de 0,13%, terminando a R$ 2,0260 na venda.

Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em queda. O contrato de juros de maior liquidez nesta segunda-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 7,28%, com estabilidade em relação ao fechamento de sexta-feira.

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No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,06%, a 128,21% do valor de face. Já o indicador de risco-País fechou em alta de 1,31%, aos 155 pontos ante 153 do fechamento anterior, com alta de 2 pontos base.

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.