Resumo Diário

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Se na véspera o Ibovespa se distanciou das bolsas internacionais com um viés altista, nesta data ele se descolou registrando maiores baixas que nos mercados lá fora. Em um dia de forte queda das ações de bancos e siderúrgicas, o benchmark da BM&FBovespa operou no vermelho durante toda a sessão, aprofundando as perdas no final e fechando em baixa de 2,27% – o pior desempenho diário desde 10 de julho, quando caiu 3,05% -, indo aos 60.501 pontos. O giro financeiro foi de R$ 8,36 bilhões.

Já no exterior, o dia, que havia começado com altas, acabou terminando com perdas nas principais bolsas. Depois dos EUA anunciarem que a confiança dos consumidores em setembro superou as projeções do mercado, os principais índices ficaram no campo positivo durante a manhã e início da tarde. Entretanto, eles acabaram fechando no campo negativo, refletindo as preocupações acerca do crescimento da economia global e com o impasse em relação a um pedido de resgate da Espanha.

Bancos e siderúrgicas pesam no Ibovespa
Por aqui, o Ibovespa sofreu uma forte pressão de dois setores, o bancário e o siderúrgico. Usiminas e CSN lideraram as perdas do índice. Este movimento ocorreu depois de um mês muito forte, com altas que chegam a superar 30%, como é o caso dos papéis da Usiminas. Com isso, os investidores realizaram ganhos, pressionados pelas incertezas com o cenário europeu e com as negociações para a compra de ativos da CSA pela CSN.

Em relação às instituições financeiras, depois do Bradesco cortar as taxas de juros no cartão, a expectativa é que outras instituições também reduzam suas tarifas. Com isso, os papéis do Itaú Unibanco, Itaúsa, Banco do Brasil e Santander Brasil seguiram também uma trajetória negativa.

Fora do índice, destaque para as ações da Time for Fun, com baixa de 16,79%, após Eike Batista confirmar parceria com Cirque du Soleil.

Europa no radar
Além dos EUA, as novidades na Europa seguem no radar dos investidores. A situação grega volta a dar novos sinais de preocupação em meio a dificuldades do país conseguir cortes de gastos de € 11,9 bilhões e rumores de que o buraco pode ser ainda maior.

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Durante a manhã, surgiram rumores de que o país poderá pedir ao BCE a extensão do vencimento dos títulos públicos detidos pela autoridade monetária. Já os dois anos adicionais no programa de resgate custarão até € 15 bilhões à Grécia, disse o ministro de Finanças do país, Yannis Stournaras, à Reuters.

A Espanha também continua sendo um vetor negativo para os mercados, uma vez que o país ainda não se decidiu sobre um pedido de resgate. Na quinta-feira o governo deverá anunciar um programa de reformas estruturais e, até o fim da semana, a Moody’s concluirá o processo de revisão no rating soberano.

Confiança inabalada
Em meio a tudo isso, a chanceler alemã Angela Merkel e o presidente do BCE, Mario Draghi, se encontraram para discutir a crise. Em discurso na BDI, Draghi defendeu de uma maneira bastante enfática os planos de compra de títulos do banco, afirmando que o maior risco para a economia do euro ocorrerá caso não haja atuação da autoridade monetária, que deve ser feito conjuntamente aos países do bloco econômico.

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Apesar de tudo isso, a confiança dos consumidores da Itália superou as expectativas e passou de 86,0 em agosto para 86,2 em setembro.Já o indicador do GfK, na Alemanha, que prevê a confiança no mês seguinte, mostra que os consumidores não devem alterar a expectativa para o próximo mês, em linha com as projeções de analistas.

Dólar
O dólar comercial fechou em alta de 0,26%, terminando a R$ 2,0312 na venda.

Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em queda. O contrato de juros de maior liquidez nesta terça-feira, com vencimento em janeiro de 2014, registrou uma taxa de 7,73%, com queda de 0,03 ponto percentual em relação ao fechamento de segunda-feira. 

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No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,02%, a 128,19% do valor de face. Já o indicador de risco-País fechou em alta de 3,23%, aos 160 pontos ante 155 do fechamento anterior, com alta de 5 pontos base.

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.