Resumo Diário

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Em mais um dia de forte volatilidade no mercado acionário, o Ibovespa, após um breve período de recuperação durante a tarde, fechou pelo terceiro pregão seguido em baixa. O benchmark registrou queda de 0,39%, aos 60.239 pontos, em descompasso com as bolsas norte-americanas, que registraram alta na sessão. O giro financeiro foi de R$ 6,56 bilhões.

Durante a manhã, o pessimismo com a coletiva do governo espanhol derrubou a bolsa, levando o índice a registrar queda de 1%, aos 59.876 pontos – na mínima do dia. A vice-primeira-ministra do país, Soraya Saenz de Santamaría, alertou que a Espanha deve continuar com os cortes de gastos para reduzir o déficit, como planejado, para cerca de € 40 bilhões até 2013. Além disso, será criado uma agência independente para regular essas medidas e os próprios gastos do governo.

O mercado havia iniciado o dia otimista, com as medidas na China animando os mercados e levando o índice a subir cerca de 0,7%. Via operações semanais de mercado aberto, o banco central chinês realizou uma injeção de liquidez no sistema financeiro, colocando 365 bilhões de yuans à disposição para os bancos, o maior valor da história.

Vale mencionar ainda que, no final da sessão, a agência de classificação de risco Egan Jones cortou o rating da Espanha, passando de CC+ para CC, com perspectiva de mais cortes. A agência ressaltou os problemas que o país vvem enfrentando, como o alto desemprego, e a falta de flexibilidade dos programas de benefício social.

Rossi cai e B2W lidera ganhos
Entre os destaques do índice, estiveram os papéis da Rossi, que registraram desvalorização de 3,70%, atingindo os R$ 5,20 – registrando a maior baixa do índice, seguida pelos papéis da Gafisa, com queda de 3,40%. As ações da Braskem – que chegaram a liderar as quedas do dia, com desvalorização de 6,60% – após o Credit Suisse cortar a recomendação para esses ativos, amenizaram as perdas e fecharam em baixa de 2,67%, aos R$ 14,60.

As ações da B2W Varejo registraram ganhos de 4,91%, atingindo R$ 10,68, liderando os ganhos, enquanto os papéis da Fibria subiram 2,74%, atingindo R$ 18,36.

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Indicadores nos EUA decepcionam
Já nos EUA, a agência econômica não foi animadora. Os pedidos de bens duráveis despencaram 13,2% em agosto, bem pior que os 5% esperados. Da mesma forma, o PIB do terceiro trimestre avançou menos que o esperado: 1,3%, contra estimativa anterior de 1,7%.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego foram as únicas surpresas positivas, ao recuar de 385 mil na semana passada para 359 mil. Ainda durante a manhã, as vendas pendentes de imóveis recuou 2,6%, contrariando as expectativas de alta.

BC mais pessimista para o Brasil
Por aqui, o Relatório Trimestral de Inflação revelou a expectativa do Banco Central de uma alta nos preços de 5,2% neste ano e de 4,9% no próximo, segundo projeções do cenário de referência. O centro da meta é de 4,5%, com variação de dois pontos percentuais para cima ou para baixo.

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A instituição – que reduziu a projeção do PIB para este ano de 2,5% para 1,6% – ressaltou que o cenário externo é desinflacionário no médio prazo, assim como a desaceleração chinesa é positiva para conter a inflação. 

Mesmo com estas perspectivas de crescimento menor, o diretor de Política Econômica do Banco Central, Carlos Hamilton Araújo, afirmou que o espaço para reduzir a Selic está menor e que trazer a inflação para o centro da meta oficial neste final de ano teria um “custo elevado”.

Dólar
O dólar comercial fechou em queda de 0,16%, terminando a R$ 2,0315 na venda.

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Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em alta. O contrato de juros de maior liquidez nesta quinta-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 7,28%, com alta de 0,02 ponto percentual em relação ao fechamento de quarta-feira.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,02%, a 128,27% do valor de face. Já o indicador de risco-País fechou em queda de 1,20%, aos 164 pontos ante 166 do fechamento anterior, com baixa de 2 pontos base.

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.