Resumo Diário

,

Publicidade

Revertendo o movimento da véspera, o Ibovespa registrou queda de 1,37% nessa quinta-feira, fechando aos 55.520 pontos. O movimento negativo se intensificou após o discurso do presidente do BCE, Mario Draghi, que decepcionou o mercado por não apontar nenhuma medida de estímulo econômico. O giro financeiro foi de R$ 5,60 bilhões. 

Com a promessa de Draghi, na semana anterior, de que faria tudo para salvar o euro, o mercado criou uma grande expectativa de que o órgão anunciasse alguma medida para estimular a economia da Zona do Euro, durante a reunião de política monetária desta quinta-feira. Entretanto, o presidente do BCE não anunciou nenhuma ação concreta para conter a crise do euro, falando apenas que estudará um mecanismo nas próximas semanas para fazer compras diretas de ativos.

Apesar de ter sido comemorado pela Espanha, a fala de Draghi deu sinais de que, talvez, a sua promessa do presidente não possa ser cumprida integralmente. A autoridade monetária anunciou ainda a manutenção da taxa básica de juro da Zona do Euro em 0,75% ao ano, como já esperado pelos analistas. 

Destaque de ações
O destaque negativo ficou com as ações da MRV, com queda de 5,78%, aos R$ 10,10, ainda repercutindo os indícios de trabalho escravo na companhia, que já havia derrubado os papéis na véspera. O desempenho negativo foi seguido pelos papéis da Lojas Renner, com baixa de 4,35%, aos R$ 59,30, e da PDG Realty, com queda de 4,33%, cotada aos R$ 18,33. 

Já na ponta compradora, as ações da Localiza tiveram expressiva alta de 4,72%, aos R$ 33,51, em meio à recuperação do mercado da companhia. Em seguida, estiveram os papéis da TIM, com valorização de 3,57%, aos R$ 9,00, após rumores de que a Anatel liberará vendas de chips.

Agenda ruim nos EUA 
Na véspera, o aguardado discurso do presidente do Fed, Ben Bernanke, também não animou os mercados. O resultado da reunião do Fomc não foi de nenhum estímulo novo à economia. 

Continua depois da publicidade

Já na agenda doméstica dessa data, o indicador Initial Claims apontou que os pedidos de auxílio-desemprego nos EUA vieram em linha com as expectativas dos analistas na passagem semanal. No período, foram observados 365 mil novas solicitações no país.  Por sua vez, o Factory Orders, que mede o volume de encomendas à indústria norte-americana, decepcionou ao mostrar recuo de 0,5% durante o mês de junho. A estimativa era de um avanço de 0,6% no período. 

Europa movimentada 
Mais cedo, no Reino Unido, o BoE também optou por deixar a taxa de juro inalterada em 0,5% ao ano. O estoque do programa de compra de ativos não foi alterado, permanecendo em £ 375 bilhões, conforme esperava a maior parte do mercado. 

Também no Velho Continente, a Standard & Poor’s manteve o rating AAA para a Alemanha, com perspectiva estável, avaliando como boa a capacidade do país de absorver grandes choques econômicos e financeiros. A agência também indicou que um rebaixamento da nota, nos próximos dois anos, é improvável. 

Continua depois da publicidade

Mercado doméstico
Na agenda doméstica, o IPC da Fipe desacelerou para 0,13% em julho, contra avanço de 0,23% em junho. 

Já a confiança do comércio ficou estável em julho, conforme aponta o indicador medido pela FGV. No confronto anual, o índice médio do trimestre terminado em julho ficou 3,4% abaixo do mesmo período do ano passado; em junho, a queda havia sido de 3,7%, na mesma base de comparação. 

Dólar
O dólar comercial fechou em alta de 0,30%, terminando a R$ 2,0507 na venda.

Continua depois da publicidade

Renda Fixa
Os contratos de juros futuros fecharam em queda nessa data. O contrato de juros de maior liquidez nesta quinta-feira, com vencimento em janeiro de 2014, registrou uma taxa de 7,73%, com baixa de 0,02 ponto percentual em relação ao fechamento de quarta-feira.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou estável, a 129,28% do valor de face. Já o indicador de risco-País teve alta de 4,07%, passando de 172 pontos na sessão anterior para 179 pontos.

Autor avatar
Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.