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Acompanhando o clima positivo visto nos principais mercados internacionais, o Ibovespa encerrou o pregão desta terça-feira (5) em alta de 1,28%, a 71.283 pontos, perto da máxima do dia. Com esta performance, o principal índice da bolsa brasileira atingiu sua maior pontuação desde 9 de abril deste ano. O volume financeiro do dia chegou a R$ 8,47 bilhões.
No atual patamar, falta apenas 0,70% de alta para o Ibovespa igualar sua máxima em 2010, de 71.784 pontos, auferidos no dia 8 de abril.
O otimismo dos mercados nesta terça reflete dados animadores do setor de serviços norte-americano, bem como o clima mais ameno em relação à economia europeia, depois que a Moody’s disse ser possível uma elevação no rating soberano da Grécia.
Destaques da bolsa
Por aqui, os ativos da BM&F Bovespa registraram alta na sessão, após a companhia ter adquirido 13,9 milhões de ações de sua própria emissão ao preço médio de R$ 13,46 por papel.
As ações do setor elétrico tiveram mais um dia de alta na bolsa brasileira, com destaque para os ativos da Cesp e da Eletrobras.
Na ponta negativa do Ibovespa, chamaram atenção os papéis da a Petrobras, que figuraram entre as principais perdas do índice no dia. O movimento ocorreu após a estatal informar, na última segunda-feira, que durante o mês de agosto a produção média de petróleo e gás natural no Brasil e no exterior foi de 2,599 milhões de boed – apesar que representar uma alta de 0,70% frente julho, não é capaz de impulsionar seus papéis. Nesta terça-feira a Itaú Corretora reduziu a recomendação e o preço justo das ações.
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Os ativos da CSN também registraram perdas na sessão, liderando a ponta vendedora do índice nesta terça-feira. O Goldman Sachs divulgou relatório com projeções pessimistas para o setor e reduziu o preço-alvo da CSNA3.
Agenda
No front doméstico, o mercado repercutiu o anúncio do ministro da Fazenda, Guido Mantega, na véspera, de que o País vai dobrar o IOF sobre capital externo no mercado de renda fixa brasileiro. A nova cobrança, agora de 4%, passou a valer nesta sessão, sendo uma tentativa do governo de conter a valorização do real. Para analistas, os impactos da medida serão bastante limitados resultando em poucas mudanças no médio prazo.
Na pauta norte-americana, o setor de serviços nos EUA marcou desempenho acima do esperado pelo mercado no mês de setembro.
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Na Europa, a Moody´s anunciou que pode elevar o rating da Grécia. Entretanto, a agência de classificação de risco também anunciou estar reavaliando o rating “Aa2” da Irlanda, com possível rebaixamento.
Ainda lá fora, as atenções também se voltaram para o noticiário asiático. No Japão, a autoridade monerária do país decidiu implantar nova política de flexibilização monetária, visando impulsionar a economia e conter a alta do iene frente ao dólar. Com isso, a taxa básica de juros será reduzida a um patamar entre 0% e 0,1% ao ano. O banco também criará um programa de US$ 60 bilhões para compra de ativos e manterá o já existente programa de crédito para bancos.
Dólar
Pressionado pelo forte otimismo instaurado nos mercados, o dólar comercial fechou esta terça-feira com significativa queda de 1%, sendo cotado na venda a R$ 1,675, seu menor patamar desde 2 de setembro de 2008.
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O Banco Central realizou duas rodadas de compra de dólares no mercado cambial à vista nesta sessão. Por volta das 12h10 (horário de Brasília), a autoridade monetária entrou comprando dólares a R$ 1,6823. O segundo leilão de compra ocorreu entre as 15h42 e as 15h47, com uma taxa de corte aceita em R$ 1,6745.
Renda Fixa
O mercado de juros futuros encerrou em queda. O contrato de juros de maior liquidez, com vencimento em janeiro de 2013, fechou com taxa de 11,79%, queda de 0,02 p.p. em relação ao fechamento anterior.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou estável em 138,60% do valor de face.
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O risco-País registrou variação negativa de quatro pontos-base em relação ao fechamento anterior, encerrando o dia em 200 pontos-base.