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Após abrir a sessão em queda, o Ibovespa se recuperou e seguiu o movimento da sessão anterior, fechando com alta de 1,90%, aos 58.344 pontos. É o maior fechamento do índice de ações desde 11 de maio deste ano, quando ele terminou o dia valendo 59.445 pontos.
Em meio ao otimismo com o resultado da missão da Troika, formada por FMI, UE e Comissão Europeia na Grécia, o benchmark da bolsa seguiu o movimento das principais bolsas mundiais, ofuscando os resultados negativos da Petrobras, reportados na sexta-feira. O giro financeiro foi de R$ 6,75 bilhões.
Após uma semana de reuniões, a Grécia e os representantes da Troika chegaram a um acordo sobre a necessidade de reforçar as medidas políticas de apoio ao crescimento econômico e de cumprir com os termos do pacote de resgate. Além disso, a Espanha afirmou não precisar de novas medidas fiscais e de reformas para conseguir se livrar da crise, enquanto o Banco Central chinês deve acelerar o ajuste da política monetária, como forma de impulsionar o desempenho da sua economia.
Ainda no domingo, o Banco Central da China prometeu intensificar o ajuste de sua política monetária na segunda metade do ano, além de melhorar a política de crédito para fortalecer a economia real. Esse discurso repete os compromissos anteriores do governo em meio a uma desaceleração econômica.
Petrobras se recupera
O fraco resultado da Petrobras no segundo trimestre, que mostrou prejuízo líquido de R$ 1,346 bilhão, decepcionando a projeção dos investidores, não foi capaz de ofuscar o bom humor da sessão, que também afetou positivamente os papéis da companhia. Após chegarem à queda de quase 6% na abertura da sessão, os papéis ON e PN recuperaram-se das perdas e fecharam em alta de 0,15%, e leve baixa de 0,10% respectivamente, aos R$ 20,70 e R$ 19,92.
As ações da Rossi tiveram a maior valorização do pregão, com alta de 9,36%, aos R$ 5,84. A sessão também contou com o bom desempenho dos papéis das siderúrgicas de aços planos: Usiminas, com valorização de 7,85% para as ações PN da companhia, aos R$ 8,52 e da CSN, com alta de 7,47%, aos R$ 11,22. As maiores altas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram:
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Do lado oposto, estiveram os papéis da Eletropaulo, registrando a maior desvalorização da sessão, com queda de 3,33%, aos R$ 18,01. O resultado do segundo trimestre, que mostrou queda de 77,8% em seu lucro líquido, foi o principal vetor para a forte baixa das ações. Além disso, o anúncio de que a empresa não distribuirá dividendos no primeiro semestre também afetou negativamente os papéis da empresa.
Pessimismo para o PIB
Na agenda doméstica, o destaque ficou com o Boletim Focus do Banco Central, que apontou novo corte da estimativa para o crescimento do PIB neste ano para 1,85%, ante 1,90% da semana anterior. A estimativa para a Selic de 2012 também revisada, passando de 7,50% para 7,25% ao ano. Por outro lado, os economistas ouvidos pelo BC voltaram a elevar a perspectiva de inflação para 5%, ante 4,98%.
Já o IGP-DI acelerou para 1,52% em julho, contra alta de 0,69% de junho, de acordo com a FGV.
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Por fim, esteve a balança comercial da primeira semana de agosto, mostrando um superávit de US$ 458 milhões, de acordo com dados do MDIC.
Dólar
Em dia de fraca oscilação, o dólar comercial fechou em alta de 0,07%, terminando a R$ 2,0293 na venda.
Renda Fixa
Os contratos de juros futuros fecharam perto da estabilidade nessa data. O contrato de juros de maior liquidez nesta segunda-feira, com vencimento em janeiro de 2014, registrou uma taxa de 7,79%, estável em relação ao fechamento de sexta-feira.
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No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,07%, a 129,11% do valor de face. Já o indicador de risco-País fechou estável aos 171 pontos, mesma pontuação da sessão anterior.