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Após renovar sua máxima desde 11 de maio na véspera, o Ibovespa registrou forte volatilidade nesta quinta-feira (9), chegando a recuar 1,42% e avançar 0,43% durante o pregão. Entretanto, no final da sessão, as perdas diminuíram, fazendo com que o benchmark da bolsa fechasse em baixa de 0,26%, aos 58.797 pontos. O giro financeiro foi de R$ 5,70 bilhões.
Nesta data, o mercado seguiu de olho no mercado internacional. Nos EUA estiveram no radar, registrando menos pedidos semanais de auxílio-desemprego do que o esperado. Além disso, a balança comercial norte-americana mostrou um déficit de US$ 42,9 bilhões em junho, menor do que os US$ 47,5 bilhões que eram projetados. Por fim, os estoques no atacado em julho caíram 0,2%, contrariando a expectativa de uma alta de 0,3%.
Embora os números tenham vindo predominantemente melhor do que o esperado pelos analistas, os investidores reagiram com pouco otimismo às notícias, visto que elas podem esfriar as expectativas por mais injeções monetárias e rodadas de estímulo, fatos que têm sustentado o recente rali do mercado acionário, segundo avalia Daniel Cunha, da equipe de análise da XP Investimentos.
Desaceleração chinesa
Enquanto isso, a China voltou a gerar pessimismo no mercado. O gigante asiático reportou números do mês de julho mais fracos do que se imaginava, reforçando a expectativa por novas medidas do governo.
Dados oficiais mostraram que o CPI da China subiu 1,8% em julho com relação ao mesmo mês de 2011. O número, quatro décimos abaixo dos dados de junho, representa a taxa mais baixa no país em dois anos. Além disso, o PPI, outro índice importante para medir a inflação, caiu 2,9% com relação a julho de 2011.
Altas e baixas
Nas pontas do índice, as ações da V-Agro lideraram as perdas, depois de reportar um prejuízo de R$ 69 milhões no segundo trimestre, seguidas dos papéis do JBS e da Lojas Renner. Na outra ponta, o destaque ficou para a forte alta de 4,48% para as ações da Gol, em dia em que o UBS elevou a recomendação dos ativos de “neutra” para “compra”.
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Japão mantém política e cenário segue ruim para Europa
Seguindo o noticiário asiático, no Japão, o banco central do país deixou inalterada a política monetária, mas piorou as estimativas para exportação e produção por causa do lento crescimento global.
Enquanto isso, no Velho Continente, o BCE divulgou uma pesquisa conduzida com profissionais. Esses esperam que a economia da Zona do Euro encolha 0,3% neste ano, contra os 0,2% previstos em maio. Para o ano, a queda é mais brusca: 0,6%, contra 1,0% projetada antes.
No Brasil, BC mostra otimismo
Enquanto o cenário segue incerto para a economia nacional, o mercado brasileiro segue na expectativa de dias melhores. O diretor de Política Monetária do Banco Central, Aldo Mendes, reiterou que a economia brasileira deve acelerar neste segundo semestre. Além disso, ele afirmou que a inflação está convergindo para o centro da meta.
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Vale ressaltar que, na noite anterior, os dirigentes de bancos públicos e privados reiteraram o otimismo com a economia brasileira na segunda metade do ano, após reunião que durou cerca de duas horas com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini.
Já na agenda econômica, o IPC de São Paulo subiu 0,16% na primeira quadrissemana de agosto, ante alta de 0,13 por cento na quarta quadrissemana de julho, informou a Fipe.
Dólar
O dólar comercial fechou em queda de 0,28%, terminando a R$ 2,0165 na venda.
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Renda Fixa
Os contratos de juros futuros fecharam em rumos opostos nessa data. O contrato de juros de maior liquidez nesta quinta-feira, com vencimento em janeiro de 2014, registrou uma taxa de 7,77%, alta de 0,01 ponto percentual em relação ao fechamento de quarta-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou com baixa de 0,20%, a 128,97% do valor de face.