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Após iniciar a sessão em queda refletindo os dados da China, o Ibovespa se recuperou e fechou o pregão desta sexta-feira em alta de 0,82%, aos 59.280 pontos. Com isso, o benchmark da bolsa registrou sua terceira semana seguida de alta, subindo 3,54% no período. O giro financeiro foi de 6,24 bilhões.
No começo da sessão, o gigante asiático foi o principal vetor negativo para os mercados. A China mostrou números muito abaixo do esperado para a balança comercial, com crescimento tanto para as importações quanto para as exportações menor do que o projetado. Os dados complementam os indicadores ruins da véspera, entre eles o de produção industrial.
Em meio a esse ambiente mais negativo, analistas avaliam que o país precisa de alguma ação urgente para evitar uma desaceleração mais forte da economia.
Enquanto o cenário segue desanimador para a economia global, nos EUA, o presidente do Federal Reserve de São Francisco, John Williams, reiterou seu apoio por uma nova rodada de flexibilização monetária. “Se há os instrumentos para nos mover em direção aos nossos objetivos, nós devemos usá-los”, afirmou Williams.
Referências mistas na Europa
Já no noticiário europeu, o ministério da Economia da Alemanha alertou que há riscos significativos para a economia do país. Após três anos de crise da dívida na Zona do Eeuro, a economia alemã estagnou e há alguns temores de que o país pode cair em recessão no segundo semestre deste ano. Vale ressaltar que, na próxima segunda-feira, será revelado o PIB do país para o segundo trimestre.
A preocupação também atinge o banco franco-belga Dexia, que pode precisar de rápida recapitalização se as condições do mercado piorarem, segundo alertou o governador do banco central da Bélgica. Entre as boas notícias, a Grécia ganhou destaque ao anunciar que conseguiu reduzir seu déficit nos sete primeiros meses de 2012 e deixá-lo abaixo das metas.
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Ação da Gafisa dispara
As ações da Gafisa lideraram os ganhos da sessão, registrando forte alta de 15,43%, aos R$ 3,59, após um segundo trimestre bem visto por analistas, seguida pelas Lojas Renner, que também reportou seus números para o período.
Enquanto isso, outra construtora, a Rossi Residencial, esteve na ponta negativa, seguida pelas ações da CSN, que foi prejudicada por cortes de recomendação do Credit Suisse. Já as units do Santander Brasil também tiveram queda, em meio ao corte recomendação do Bank of America Merrill Lynch.
Fora do índice, as ações do BTG Pactual encerraram com alta de 4,31%, aos R$ 31,24, após registrar um lucro duas vezes maior no segundo trimestre.
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Brasil é o preferido na América Latina
Apesar do cenário ruim, o ambiente é mais positivo para o Brasil. Uma pesquisa da Ernst & Young, divulgada nesta sexta-feira, mostra que o país continua a ser um dos destinos preferidos quando o estrangeiro pensa em realizar investimentos fora de seu país natal. Os estudos mostram que o Brasil é o país preferido por 78% dos pesquisados quando se trata de investimentos na América Latina.
Contudo, na agenda econômica, os dados nacionais não animaram. A registrou uma queda de 0,2% em junho deste ano, na comparação com o mês imediatamente anterior. De acordo com o IBGE, no quinto mês deste ano, a variação havia sido de -0,3%.
Dólar
O dólar comercial fechou em queda de 0,14%, terminando a R$ 2,0137 na venda.
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Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em alta. O contrato de juros de maior liquidez nesta sexta-feira, com vencimento em janeiro de 2014, registrou uma taxa de 7,82%, com alta de 0,04 ponto percentual em relação ao fechamento de quinta-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,01%, a 128,98% do valor de face. Já o indicador de risco-País registrou alta de 2,44%, aos 168 pontos ante 164 pontos no fechamento anterior.