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O Ibovespa registrou boa alta no pregão desta quinta-feira, ficando no azul durante toda a sessão e fechando com ganhos de 2,16%, aos 59.445 pontos, no mesmo patamar da sessão do dia 11 de maio. Vale ressaltar que apenas três ações fecharam em queda entre todos os papéis que compõem a carteira teórica. Com isso, o índice voltou a registrar alta na semana.
O mercado observou uma série de indicadores econômicos nos EUA, que vieram mistos na sessão, mas que não mudaram a tendência de alta já vista na abertura da bolsa. O giro financeiro de R$ 6,52 bilhões. Enquanto isso, as bolsas norte-americanas tiveram desempenho positivo, mas com menor alta em relação ao índice brasileiro.
Agenda mista nos EUA
Na agenda dos EUA, o destaque ficou com os 366 mil pedidos de auxílio-desemprego na semana, praticamente em linha com a expectativa de 368 mil, segundo compilação feita pelo portal norte-americano Briefing.
Já os números do setor imobiliário vieram mistos. Enquanto isso, 746 mil imóveis estão em início de construção e há 812 mil permissões para novas obras, contra as projeções de 763 mil e 770 mil, segundo dados de julho. De acordo com Daniel Cunha, integrante da equipe de análise da XP Investimentos, não há muito destaque nestes dados, que continuam a mostrar um setor bastante depreciado e com uma recuperação gradual.
Por sua vez, a atividade industrial de Filadélfia surpreendeu negativamente, em um valor negativo de 7,1, contra a expectativa de um recuo de 5. Entretanto, ao mesmo tempo que o dado é ruim para a economia, pode ter um efeito positivo nos mercados ao servir como argumento para mais injeção de recursos na economia.
Altas e baixas
Liderando os ganhos do Ibovespa, estiveram as ações das imobiliárias, com destaque para a PDG Realty, MRV Engenharia, Gafisae Brookfield. Na outra ponta, a maior queda do índice ficou por conta dos papéis da Ultrapar (UGPA3), em desvalorização de 1,64%.
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Na ponta negativa, a maior queda do índice ficou por conta dos papéis da Ultrapar, em desvalorização de 1,64%. Essa foi a única ação que teve queda superior a 1% nesta sessão, entre as componentes do índice.
Noticiário europeu e chinês
De acordo com o ministro do comércio do país, Shen Danyang, as perspectivas comerciais da China para o segundo semestre de 2012 são mais duras do que para os seis primeiros meses, afetadas pela persitente crise de dívida europeia e por uma recuperação econômica global mais lenta do que o esperado.
Enquanto isso, na Europa, vários parlamentares da coalizão da chanceler da Alemanha, Angela Merkel, estão exigindo reforma radical da estrutura de votação do BCE para fortalecer a influência do país. O maior temor apresentado pelos parlamentares é com relação aos planos do banco central de compra de títulos.
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Enquanto isso, a inflação do bloco econômico esteve estável em julho, no mesmo patamar de variação dos últimos dois meses na comparação anual, aos 2,4%, e dando espaço para reduzir a taxa de juros em meio a uma piora do clima econômico.
Vendas no varejo brasileiro surpreendem
No Brasil, com o fim da temporada de resultados corporativos – que reportou queda no lucro das empresas em 54%, puxada pelo forte resultado negativo da Petrobras – e com uma agenda sem muitos indicadores relevantes, o mercado não teve grandes novidades.
O destaque ficou por conta das vendas no varejo, que contrariaram as expectativas de retração ao mostrar um avanço de 1,5% em junho, sobre o mês anterior, segundo divulgado pelo IBGE.
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Dólar
O dólar comercial fechou em queda de 0,21%, terminando a R$ 2,0188 na venda.
Renda Fixa
Os contratos de juros futuros fecharam em forte alta nesta data. O contrato de juros de maior liquidez nesta quinta-feira, com vencimento em janeiro de 2014, registrou uma taxa de 7,87%, com variação positiva de 0,12 ponto percentual em relação ao fechamento de quarta-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,73% aos 128,71% do valor de face.