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Alternando entre perdas e ganhos durante toda a sessão, o Ibovespa fechou esta sexta-feira em queda de 0,15%, aos 58.425 pontos. O movimento se apresentou mais descolado das bolsas externas, que registraram alta enquanto o índice brasileiro teve queda. Com essa queda, o desempenho do índice foi negativo na semana, com perdas de 1,11%. O giro financeiro da sessão foi de R$ 5,91 bilhões.
O índice chegou a esboçar um movimento altista por algum tempo após o presidente da autoridade monetária dos EUA, Ben Bernanke, sinalizar que a autoridade monetária está pronta para agir, ao responder carta ao republicano Darell Issa. “Há espaço para mais ações pelo Federal Reserve, para aliviar as condições financeiras e fortalecer a recuperação”, escreveu em carta datada de 22 de agosto, mas publicada apenas nesta sexta-feira, pelo Wall Street Journal.
Desse modo, crescem as apostas de que Bernanke poderá fazer algum anúncio ou pelo menos dar uma sinalização mais clara na próxima sexta-feira, dia 31, quando discursará no simpósio anual de Jackson Hole.
Já na Europa, as especulações quanto às novas atuações do BCE voltaram ao foco. De acordo com publicação da Reuters, a instituição está, realmente, considerando um plano de metas para o juro dos títulos públicos na região, o que aconteceria dentro de um novo programa de compra de ativos. Entretanto, nenhuma decisão deverá ser divulgada antes de 6 de setembro, quando será realizado o encontro do banco.
Ainda no cenário europeu, os encontros políticos marcaram a sessão. A chanceler alemã, Angela Merkel, defendeu a permanência da Grécia na Zona do Euro, mas alertou que ainda aguarda o relatório da Troika para tomar alguma decisão quanto à extensão em dois anos para o país cumprir com as reformas fiscais. Já o primeiro-ministro grego, Antonis Samaras, se defendeu ao dizer que não pede por mais dinheiro, apenas por mais tempo.
Pontas do índice
O destaque entre as ações do Ibovespa ficou por conta da Gafisa, com ganhos de 6,23%, terminando aos R$ 4,09 e da Marfrig, que registrou alta de 3,98%, aos R$ 10,46. Estas últimas ações foram influenciadas pelos rumores de que investidores estrangeiros estão interessados em comprar ativos ou uma participação na empresa.
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Já na ponta negativa do índice, estiveram os papéis de mineradoras e siderúrgicas, que caíram forte acompanhando o cenário pessimista no mercado internacional. O noticiário para a Vale encerrou a semana mais negativo ainda, após a BlackRock anunciar que cortou seus ativos da Vale, à medida que a desaceleração do crescimento da China está derrubando os preços dos minérios.
Brasil: corte no PIB, mas elevação de rating
No noticiário brasileiro, as referência foram opostas na sessão, em dia de agenda economia fraca. O Ministério da Fazenda reduziu de 4,5% para 3% a previsão oficial de crescimento do PIB para 2012, conforme publicação da Economia Brasileira em Perspectiva. Entretanto, para 2013, a previsão de crescimento da atividade econômica foi mantida em 5,5%. Minutos depois dessa publicação, o ministério pediu para que isto fosse desconsiderado, já que os números ainda estão em revisão.
Já a Austin Rating elevou o rating soberano do Brasil de BBB- para BBB, com perspectiva estável. “A elevação do rating está fundamentada tanto na melhora da condição econômica e social do país nos últimos 36 meses”, avalia Alex Agostini, economista-chefe da agência de classificação de risco.
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Dólar
O dólar comercial fechou em queda de 0,03%, terminando a R$ 2,0246 na venda.
Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em rumos opostos. O contrato de juros de maior liquidez nesta sexta-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 7,33%, com alta de 0,02 ponto percentual em relação ao fechamento de quinta-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,07%, a 129,01% do valor de face. Já o indicador de risco-País registrou alta de 5%, aos 168 pontos ante 160 pontos no fechamento anterior.