Resumo Diário

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O Ibovespa fechou em queda de 0,54%, aos 58.111 pontos nesta segunda-feira, contrariando o movimento das bolsas internacionais e seguindo na expectativa pelas medidas que as autoridades monetárias irão adotar durante a semana para conter a crise. Por outro lado, tanto na Europa quanto nos EUA os principais índices acionários registraram ganhos. O giro financeiro foi de R$ 4,54 bilhões.

A expectativa dos mercados segue com relação ao discurso do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, que será realizado na próxima sexta-feira, no simpósio anual da Jackson Hole. A espera por um anúncio ou de uma sinalização mais forte ganhou forças após a publicação de uma carta entre Bernanke e o republicano Darell Issa, na qual o presidente do Fed disse que há espaço para novas atuações na política monetária. Além disso, a ata da última reunião do comitê responsável pelas decisões indicou mais uma rodada de estímulos – isso se a economia não mostrar sinais de melhora.

Outro vetor importante para a semana será o relatório da Troika – grupo formado por BCE, FMI e Comissão Europeia – sobre a Grécia. Ele deverá ficar pronto somente nas próximas semanas, disse o porta-voz da Comissão Europeia Simon O’Connor.

O BCE afirmou ainda que irá adequar seu novo plano de compra de títulos para dissipar qualquer preocupação de que ele irá financiar governos, disse Joerg Asmussen, integrante da autoridade monetária, em declarações que têm como objetivo amenizar a angústia do Bundesbank, banco central da Alemanha.

Ações da Copel e B2W caem forte
Na ponta negativa do Ibovespa, as ações da Copel tiveram forte queda após o Credit Suisse cortar a recomendação para o papel CPLE6 para neutro, avaliando que a teleconferência realizada pela companhia passou uma mensagem ruim. Enquanto isso, as ações da B2W também registraram forte queda. Com o valor do patrimônio líquido desaparecendo, o HSBC avalia que é o momento de sair das ações BTOW3.

Enquanto isso, as ações da Fibria também tiveram forte queda, mesmo após as indicações de que o BNDES poderá contribuir para a formação de um gigante brasileiro de celulose.

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Na outra ponta, a maior alta fica por conta das ações do JBS e da Dasa, com ganhos respectivos de 3,05% e 2,51%.

Agenda
Com a agenda econômica dos EUA sem indicadores relevantes, o mercado repercutiu os dados da Europa, que não trouxeram grande impacto ao mercado. Na Alemanha, o índice de confiança do empresariado alemão apresentou queda, enquanto a Espanha revisou para baixo números do PIB já anunciados em 2010 e 2011.

Os investidores repercutiram ainda uma pesquisa do governo da China que mostrou que o lucro das principais companhias industriais do país diminuiu 5,4% em julho, na comparação com 2011, para 366,8 bilhões de yuans. A queda foi mais acentuada do que a registrada em junho, de 1,7%. Nos sete primeiros meses de 2012, o lucro dessas empresas caiu 2,7% ante ao mesmo período do exercício anterior.

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Já na agenda doméstica, o Relatório Focus continua a mostrar uma piora nas projeções macroeconômicas do país. O mercado agora espera que o PIB avance somente 1,73%, ao passo que a produção industrial é estimada em uma queda de 1,55% e a inflação, medida pelo IPCA, em alta de 5,19%.

Dólar
O dólar comercial fechou em alta de 0,29%, terminando a R$ 2,0305 na venda.

Renda Fixa
Os contratos de juros futuros fecharam em queda nesta data. O contrato de juros de maior liquidez nesta segunda-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 7,29%, com queda de 0,55%, uma variação negativa de 0,04 ponto percentual em relação ao fechamento de sexta-feira. 

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No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,02% aos 129,04% do valor de face. Já o indicador de risco-País registrou alta de 4,17%, aos 175 pontos ante 168 pontos no fechamento anterior.

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.