Resumo Diário

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Após três sessões de queda, o Ibovespa indicou maior otimismo do mercado brasileiro e se descolou do cenário internacional, registrando alta de 0,51% nesta terça-feira, aos 58.406 pontos. O movimento destoou das bolsas internacionais, já que na Europa os mercados fecharam em queda, enquanto nos EUA os principais índices acionários encerraram o dia com sinais opostos. O giro financeiro foi de R$ 4,95 bilhões.

O cenário parece mais positivo para o Brasil nesta data. O Itaú BBA recomendou maior exposição ao mercado acionário brasileiro, segundo relatório, em meio aos bons dados da economia brasileira. Depois de passar os últimos meses pregando pouca exposição à esse tipo de investimento, os estrategistas Carlos Constantini, Susana Salaru e Pedro Maia passam a avaliar que talvez seja o momento para comprar ações de maior beta, ou seja, de caráter menos defensivo.

Vale ressaltar que o mercado segue na expectativa com relação ao resultado da reunião do Copom, que decidirá na próxima quarta-feira, o novo patamar da taxa Selic no País. A expectativa dos investidores é por um novo corte na taxa básica de juros.

Altas e baixas
Nesta terça-feira, as maiores altas do Ibovespa ficaram por conta de ações da MMX (MMXM3), com alta de 5,04%, aos R$ 5,63, além das empresas do setor de construção civil e da Marfrig, cujos papéis subiram 3,77%. Os papéis da companhia de alimentos têm registrado altas nas últimas sessões, em meio à notícia publicada pela Bloomberg de que empresas norte-americanas estão interessadas em adquirir uma parte da empresa. Na outra ponta, as maiores perdas são das ações da CSN e da BM&FBovespa, com queda de 2,04%.

Estados Unidos em foco
O benchmark da bolsa brasileira ganhou forças mesmo após a divulgação do indicador de confiança do consumidor norte-americano, que decepcionou ao marcar 60,6 pontos para o mês de agosto, enquanto o mercado esperava o resultado em 65,7 pontos.

Ainda no início da sessão, foi revelada uma alta bem acima do esperado, de 0,5%, nos preços dos imóveis- contrariando as expectativas de queda -, conforme medido pelo S&P Case-Shiller. Entretanto, “no geral, nada que altere o atual módulo de ‘esperar para ver’ dos investidores”, escreve em relatório Daniel Cunha, da equipe de análise da XP Investimentos.

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Essa posição mais conservadora leva em conta o discurso de Ben Bernanke, presidente do Federal Reserve, marcado para sexta-feira. O evento, conhecido como simpósio anual de Jackson Hole, terá atenção especial dos investidores, uma vez que, há dois anos, foi na mesma conferência que o presidente da autoridade monetária anunciou a segunda rodada de compra de ativos. 

Dentre as deserções do Jackson Hole, está o presidente do BCE, Mario Draghi, que cancelou a sua participação alegando falta de tempo por conta do grande volume de trabalho. Na próxima semana o BCE se reunirá, e o mercado também espera que a instituição também anuncie novas medidas de estímulo.

Ainda nos EUA, um diretor da Fitch Ratings, David Riley, alertou que caso o país não consiga resolver o “abismo fiscal” até a metade de 2013, a nota triplo A estará sob significativos riscos.

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Dólar
O dólar comercial fechou em alta de 0,61%, terminando a R$ 2,0428 na venda, na sua maior valorização em quase um mês.

Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em queda, em meio às expectativas por novos cortes na taxa básica de juro. O contrato de juros de maior liquidez nesta terça-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 7,26%, com queda de 0,03 ponto percentual em relação ao fechamento de segunda-feira.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,11%, a 128,92% do valor de face. Já o indicador de risco-País registrou queda de 0,57%, aos 174 pontos ante 175 pontos no fechamento anterior.

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.