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SÃO PAULO – Depois de abrir em leve alta, o Ibovespa inverteu para o território negativo ainda durante a manhã e acentuou suas perdas no decorrer da tarde. Ao final, o índice de ações fechou com queda de 1,78%, aos 57.369 pontos, após chegar a cair 2,3% na sua mínima do dia. O noticiário corporativo pressionou a bolsa brasileira, fazendo com que as ações de Vale e OGX, duas das principais empresas do índice, tenham fechado com forte queda. O giro financeiro foi de R$ 6,81 bilhões.
O dia foi marcado pela ansiedade com o resultado da reunião do Copom, que deve anunciar o novo patamar da taxa básica de juro nacional. A expectativa do mercado é que a Selic seja cortada em 0,5 ponto percentual, para 7,5% ao ano.
Livro Bege sem surpresas
A principal referência dessa sessão foi o Livro Bege, mostrando o desempenho da economia norte-americana. A publicação do Federal Reserve apontou que o crescimento foi “gradual”. Um desempenho ruim faz crescer a expectativa de anúncio de novas medidas de estímulo. O mercado aguarda com ansiedade o discurso de Ben Bernanke, presidente do Fed, no evento de Jackson Hole, nesta sexta-feira, quando o economista pode sinalizar um novo programa de alívio quantitativo. As bolsas dos EUA, porém, não reagiram bem ao documento.
Enquanto isso, na Europa, o presidente do BCE, Mario Draghi, escreveu em artigo publicado pela instituição que poderá adotar medidas emergenciais para que a política monetária surta efeito.
OGX e Vale caem; imobiliárias avançam
O mercado esteve fortemente pressionado pelo desempenho das ações de Vale e OGX. As ações VALE3 registraram perdas expressivas de 2,98%, terminando aos R$ 32,91, enquanto VALE5 caiu 2,76%, aos R$ 32,46, estendendo as perdas já registradas nos últimos dias, por conta do cenário bastante pessimista para os preços do minério de ferro.
Já a petrolífera de Eike Batista viu suas ações despencarem 8,40%, aos R$ 6,00, depois do anúncio de mudanças na diretoria. As maiores baixas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram:
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A ponta positiva, por sua vez, foi mais uma vez ocupada pelos papéis da PDG Realty, que avançaram 6,39%, fechando a R$ 3,83, enquanto os papéis da Gafisa tiveram ganhos de 1,22%, aos R$ 4,16. A ação da Cielo teve ganhos de 1,06%, aos R$ 61,05 – completando o trio de ações que teve alta superior à 1% na sessão.
Agenda
Nos EUA, as vendas pendentes de imóveis superaram as projeções de estagnação com um avanço de 2,4% em junho. Esse é o maior patamar em mais de dois anos, o que reforça um cenário de recuperação no setor imobiliário. Ainda por lá foi revelado que o PIB do segundo trimestre cresceu 1,7%, em vez do 1,5% anunciado anteriormente.
Por aqui, o Tesouro Nacional revelou superávit primário de R$ 3,989 bilhões para o governo central – formado pelo governo federal, Banco Central e Previdência Social – em junho, ante o R$ 1,11 bilhão de maio. Ainda por aqui, o fluxo cambial brasileiro terminou a semana de 24 de agosto com saldo negativo em US$ 1,202 bilhão, conforme divulgou o Banco Central.
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Dólar
O dólar comercial manteve o mesmo movimento verificado nas duas últimas sessões e fechou esta quarta com alta de 0,27%, cotado a R$ 2,0479 na compra e R$ 2,0484 na venda.
Renda Fixa
Os principais contratos de juros futuros fecharam em baixa no mercado futuro da BM&F. O contrato de juros de maior liquidez nesta quarta-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 7,21%, 0,05 ponto percentual abaixo do fechamento de terça-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,05%, a 128,91% do valor de face. Já o indicador de risco-País registrou queda de 1,15%, aos 172 pontos ante 174 pontos no fechamento anterior.