Resumo Diário

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Amenizando as perdas durante a sessão, o Ibovespa fechou em queda de 0,20%, aos 57.256 pontos, após registrar queda de 0,82% durante o intraday. O índice continua a refletir a ansiedade do mercado com o discurso de Ben Bernanke, presidente do Federal Reserve, no simpósio anual de Jackson Hole, na próxima sessão. O giro financeiro foi de R$ 5,79 bilhões.

Os investidores esperam por um novo anúncio de medidas de estímulo à economia dos EUA pelo presidente da autoridade monetária do país. Para Bill Gross, fundador da Pimco – gestora do maior fundo de renda fixa do mundo -, a autoridade monetária deverá adotar uma nova rodada de alívio quantitativo mesmo que Bernanke não dê sinais disso em seu discurso. Isso aconteceria porque a taxa de desemprego e o nível inflacionário estão fora do que é tido como ideal pelo Fed.

Já na agenda norte-americana do pregão, o destaque ficou com os 374 mil novos pedidos de auxílio-desemprego, em linha com o esperado, contra a expectativa de 370 mil. Além disso, a alta nos preços estagnou em julho, mostra o núcleo do PCE, enquanto a renda do cidadão e os gastos aumentaram em 0,3% e em 0,4% no mês. 

Próximos passos para Copom
A sessão também foi marcada por discursos de diversas autoridades brasileiras, após a decisão do Copom, que reduziu o patamar da taxa Selic em 50 pontos-base, para 7,5% – em linha com o esperado pelo mercado. De acordo com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a Selic está agora num patamar mais adequado para estimular a produção no Brasil. Já a presidente Dilma Rousseff afirmou que o governo está tomando uma série de medidas para enfrentar a conjuntura da crise econômica internacional, mas sem perder de vista o longo prazo.

A redução anunciada na noite anterior abriu as dicussões sobre qual será o rumo da Selic na próxima reunião. Enquanto uma parte do mercado espera um corte mais ameno na taxa, de 25 pontos-base, há quem trabalhe com a expectativa de manutenção da Selic no nível atual.

Altas e baixas
Dentre os destaques de baixa nesta quinta-feira, estiveram as ações do setor elétrico, que lideraram a ponta negativa do índice. Elas foram pressionadas pela medida provisória do Governo, que estipula que ele assumirá temporariamente as concessões que irão vencer nos próximos anos. Além disso, abriu possibilidade para intervir nos contratos que precisem melhorar a qualidade dos serviços.

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Também entre as maiores baixas, estiveram ações da Natura, com queda de 4,49%, aos R$ 51,10, diante dos rumores de que os controladores venderão participação na empresa por meio de uma oferta secundária de ações. Em comunicado, a empresa informou que não comentará os rumores.

Na outra ponta, os papéis da B2W e da Marfrig tiveram o primeiro e o segundo melhor desempenho do índice, com altas respectivas de 6,56% e 6,18%. Enquanto isso, as ações da PDG Realty, dando continuidade ao bom momento na bolsa se valorizaram 1,83%, diminuindo os ganhos no final da sessão após chegarem a registrar alta de mais de 7% no intraday.

Desemprego alemão desanima
Já na Europa, a agenda se mostrou negativa. O desemprego alemão continua a avançar, pelo quinto mês seguido. Enquanto isso, o primeiro-ministro chinês Wen Jiabao reafirmou a sua vontade em comprar títulos públicos da região em caso de piora na crise, disse após conversa com a chanceler alemã Angela Merkel, segundo a imprensa internacional.

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Entretanto, o líder chinês se disse preocupado com a crise na região. Mais especificamente, Jiabao mostrou receios quanto a uma possível saída grega da Zona do Euro e com medidas abrangentes de resgate na Itália e na Espanha.

Agenda doméstica
Na agenda doméstica, o IGP-M, realizado pela FGV, registrou aumento para 1,43% em agosto. No mês anterior, a variação foi positiva em 1,34%. O índice corresponde ao período de 21 de julho a 20 de agosto.

Dólar
O dólar comercial fechou em queda de 0,06%, terminando a R$ 2,0472 na venda.

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Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em alta. O contrato de juros de maior liquidez nesta quinta-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 7,26%, com alta de 0,05 ponto percentual (+0,69%) em relação ao fechamento de quarta-feira.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,10%, a 128,90% do valor de face. Já o indicador de risco-País registrou alta de 0,58%, aos 173 pontos ante 172 pontos no fechamento anterior.

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.