Resumo Diário

...

Publicidade

Em mais um dia instável aos mercados internacionais, o Ibovespa fechou a sessão desta quinta-feira em queda de 0,88%, a 69.918 pontos. Com a queda dos ativos da Petrobras, o índice voltou a fechar abaixo dos 70 mil pontos, depois de ter se sustentado acima desse patamar por quatro pregões consecutivos. O volume financeiro do dia ficou em R$ 11,02 bilhões.

Nesta sessão, novamente, a Petrobras chamou atenção na ponta vendedora do benchmark. 

Quem liderou as perdas do dia, contudo, foram os ativos ordinários da siderúrgica Usiminas, cuja recomendação foi cortada pelo Deutsche Bank para “manutenção”. O banco alemão também reduziu sua recomendação aos ativos da Gerdau, que registraram perdas na sessão.

Por outro lado, o melhor desempenho no índice ficou com os papéis da NET, que ganharam impulso com a OPA dos papéis PN pela Embratel, que foi encerrada ao preço de R$ 23,00 por papel.

Agenda
No cenário doméstico, destaque para indicadores divulgados pelo IBGE. O IPCA avançou 0,45% em setembro. Já o INPC registrou inflação de 0,54% em setembro.

Foram divulgados também dados sobre a safra brasileira neste mês, indicando que a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas no país deverá avançar 11,1% neste ano, atingindo a marca de 148,9 milhões de toneladas.

Continua depois da publicidade

A CNI reviu as projeções para diversos indicadores macroeconômicos, dentre eles o PIB, cujo crescimento em 2010 esperado pela confederação passou de 7,2% para 7,5%.

A Anfavea divulgou nesta quinta-feira que o total de veículos vendidos em setembro diminuiu 1,83% na passagem mensal, somando 307.057 unidades licenciadas. A produção de veículos registrou queda de 9,08% na mesma base comparativa, totalizando 308.149 em setembro.

Referências externas
Os grandes bancos centrais europeus, BoE (Bank of England) e BCE (Banco Central Europeu), anunciaram que não vão alterar suas taxas básicas de juros, mantendo-as em 0,5% e 1,0%, respectivamente. Em termos de produção industrial, a Alemanha registrou forte crescimento, de 1,7%, superando expectativas.

Continua depois da publicidade

No front norte-americano a agenda trouxe o Initial Claims, que surpreendeu ao apontar 445 mil pedidos na última semana, abaixo dos 455 mil esperados.

Ainda por lá, o Federal Reserve divulgou o Consumer Credit, que revelou recuo ajustado sazonalmente de US$ 3,3 bilhões no montante de crédito concedido ao consumidor norte-americano na passagem entre julho e agosto. O resultado veio pior do que indicavam as projeções, de queda de US$ 3 bilhões no período.

Dólar
Revertendo a trajetória negativa vista no início da manhã, o dólar comercial conheceu nesta quinta-feira seu segundo dia seguido de alta, fechando cotado na venda a R$ 1,686 – variação positiva de 0,24%.

Continua depois da publicidade

O Banco Central voltou a atuar no mercado cambial à vista por meio de leilão de compra de dólares. A primeira intervenção ocorreu por volta das 12h30, com uma taxa de corte aceita em R$ 1,6782. Já a segunda rodada de compra teve início às 15h48 e terminou às 15h53, com uma taxa de R$ 1,685.

Renda Fixa
O mercado de juros futuros encerrou em queda. O contrato de juros de maior liquidez, com vencimento em janeiro de 2012, fechou com taxa de 11,39%, queda de 0,05 ponto percentual em relação ao fechamento anterior.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,40% em 139,56% do valor de face.

Continua depois da publicidade

O risco-País registrou variação positiva de um ponto em relação ao fechamento anterior, encerrando o dia em 201 pontos-base.